A Alemanha jogou com a mesma equipa que derrotou Portugal no
jogo anterior.
O Gana jogou em 4-3-3, com Dauda a guarda-redes, Afful a
lateral direito, e Kevin-Prince Boateng a médio ofensivo, com Gyan a
ponta-de-lança.
Aos 51 minutos, Muller cruzou da direita e Gotze apareceu
entre Afful e Boye para marcar o primeiro golo – um golo estranho, em que Gotze
cabeceou contra o próprio joelho e marcou de joelho.
Três minutos depois Afful redimiu-se da sua distração no
golo da Alemanha com um cruzamento na direita a que André Ayew correspondeu da
melhor maneira, com uma forte cabeçada (ao contrário da de Gotze), empatando o
jogo. O seu adversário Mustafi nem saltou para disputar a bola, ficou plantado
no chão a ver a jogada.
Ao contrário do jogo contra os EUA, desta vez o Gana não
demorou muito tempo a recuperar da desvantagem, e até conseguiu mesmo ficar em
vantagem aos 63 minutos: Muntari fez um passe em profundidade, Hummels falhou a
interceção em carrinho, e Gyan aproveitou para marcar o seu primeiro golo no
Mundial 2014, e o quinto em dez jogos disputados em Campeonatos do Mundo.
Mas aos 71 minutos Kroos marcou um pontapé de canto na esquerda,
Howedes ganhou a disputa de cabeça com Muntari, e Klose, à beira da baliza, deu
o toque final, marcando o golo do empate.
Com este golo, Klose igualou Ronaldo como o melhor marcador
da história dos Campeonatos do Mundo, com 15 golos.
A Alemanha ainda não está qualificada, terá de pelo menos
empatar o próximo jogo contra os EUA para se qualificar de certeza. O Gana está
com poucas hipóteses de se qualificar, terá de vencer Portugal no próximo jogo,
e esperar que os EUA ou a Alemanha não terminem com mais de quatro pontos. O
ideal para o Gana seria os EUA perderem os próximos dois jogos.
Grupo D:
1. Gana 15 pontos
2. Zâmbia 11
3. Lesoto 5
4. Sudão 2
Playoff:
Gana 6-1 Egipto
Egipto 2-1 Gana
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
2006 - Oitavos de Final
2010 - Quartos de Final
Treinador: Kwesi Appiah
Equipa-tipo: Dauda; Inkoom, Sumaila, Boye e Opare; André Ayew, Essien, Muntari e Asamoah; Gyan e Waris
O Gana qualificou-se para o seu terceiro Mundial consecutivo.
Teve de eliminar dois dos três últimos campeões africanos
para se qualificar: a Zâmbia (campeã em 2012) na fase de grupos, e o Egipto
(campeão em 2010) no playoff. Perdeu na final de 2010 contra o Egipto, e nas
meias finais de 2012 contra a Zâmbia.
Vários jogadores não se mostraram disponíveis para jogar as
Taças das Nações Africanas ou os jogos de qualificação para o Mundial 2014, mas
assim que lhes “cheirou” a Mundial, regressaram para jogar nos últimos jogos.
O caso mais extremo é o de Kevin-Prince Boateng, que se “retirou”
após o Mundial 2010, e só regressou para jogar o último jogo contra o Egipto,
quando o Gana já trazia uma vantagem de 6-1 da primeira mão.
Outros como Essien e André Ayew também falharam a Taça das
Nações Africanas de 2013 (e no caso de Essien, 2012 também) e os cinco
primeiros jogos de qualificação, e só regressaram para o último jogo da fase de
grupos em casa, contra a Zâmbia, para o qual o Gana só precisava de um empate.
Os restantes convocados são os guarda-redes Dauda, Kwarasey
e Adams, os defesas Inkoom, Sumaila, Boye, Opare, Afful e Jonathan Mensah, os
médios Muntari, Asamoah, Adomah, Rabiu, Acquah, Badu, Wakaso e Atsu, e os avançados
Gyan, Waris e Jordan Ayew.
Será o terceiro Mundial para Muntari e Gyan, e o segundo
para Inkoom, Jonathan Mensah, André Ayew, Essien (esteve em 2006 mas não em
2010), Asamoah e Kevin-Prince Boateng.
O Gana foi derrotado por 0-1 contra a Alemanha em 2010, venceu os EUA por 2-1 em 2006 e novamente por 2-1 em 2010, e nunca defrontou Portugal, o outro adversário do Grupo G, em Campeonatos do Mundo anteriores.
O AC Milão ultrapassou a fase de grupos da Liga dos Campeões
pela 15ª vez em 17 participações.
Começou com uma vitória em casa, contra o Celtic, por 2-0.
Seguiu-se um empate na Holanda, contra o Ajax, por 1-1, num jogo em que o AC
Milão sofreu o golo já nos últimos minutos de jogo, mas ainda conseguiu
recuperar com um penalty no último minuto.
O jogo seguinte era em casa contra o Barcelona. Desta vez o
AC Milão marcou cedo e primeiro, mas o resultado foi o mesmo, novo empate 1-1.
A meio da fase de grupos, o AC Milão estava no segundo lugar do Grupo H, com
cinco pontos, dois pontos de atraso para o Barcelona, dois pontos de avanço
sobre o Celtic, e quatro pontos de avanço sobre o Ajax.
No jogo seguinte, em Espanha contra o Barcelona, poderia
subir ao primeiro lugar com uma vitória, mas também poderia ser ultrapassado
pelo Celtic se perdesse e o Celtic derrotasse o Ajax. Não subiu ao primeiro
lugar, mas também não foi ultrapassado. A distância para o Celtic continuou a
ser de dois pontos, mas agora estava com cinco pontos de atraso para o
Barcelona, e com apenas um ponto de avanço sobre o Ajax.
Na jornada seguinte, se derrotasse o Celtic na Escócia e o
Ajax perdesse contra o Barcelona, o AC Milão ficaria logo qualificado para os
oitavos de final. O AC Milão venceu na Escócia por 3-0, mas o Ajax também
venceu o Barcelona, portanto a qualificação ficou adiada para a última jornada.
Apenas o Celtic já estava eliminado, o Ajax precisava de derrotar o AC Milão em
Itália, e ao AC Milão bastava um empate.
Com a expulsão de Montolivo logo aos 22 minutos, o AC Milão
ficou numa situação muito complicada. Ainda assim conseguiu aguentar o empate
0-0, e qualificar-se para os oitavos de final.
Nos oitavos de final irá defrontar o Atlético Madrid. É um
adversário que não tem o historial do AC Milão na Liga dos Campeões, mas está a
fazer a sua melhor participação de sempre, enquanto o AC Milão já teve melhores
dias. O novo treinador, Clarence Seedorf, foi um dos melhores jogadores da
história da Liga dos Campeões, mas a sua valia enquanto treinador é
desconhecida.
O Uruguai eliminou o Gana, por 4-2 nos penalties, com 1-1 após prolongamento. Comparando com os oitavos de final: O Uruguai jogou com Victorino (em vez de Godín), e Álvaro Fernández (em vez de Álvaro Pereira). O Gana jogou com Vorsah (em vez do suspenso Jonathan Mensah), e Muntari (em vez do suspenso André Ayew).
Aos 45 minutos, Muntari marcou o golo do Gana, num remate de longa distância, após passe de Gyan. Aos 55 minutos, de livre directo, Forlán marcou o golo do Uruguai. O jogo foi para prolongamento, e no último minuto, Suárez defendeu com a mão um cabeceamento de Adiyiah. Caso não o tivesse feito, teria sido o segundo golo do Gana, e a eliminação do Uruguai. Suárez foi expulso mas no consequente penalty, Gyan rematou à trave.
Nos penalties aconteceu o seguinte: O Forlán O Gyan O Victorino O Appiah O Scotti X John Mensah X Maxi Pereira X Adiyiah O Abreu
Muslera defendeu os penalties de John Mensah e Adiyiah. Kingson não defendeu nenhum penalty, no penalty falhado Maxi Pereira rematou por cima da baliza.
O Uruguai qualificou-se para as meias finais. Suárez sacrificou-se em prol da equipa. O Gana foi eliminado, mas esta foi a sua melhor participação de sempre em Campeonatos do Mundo.
COMO SE QUALIFICARAM: Grupo D: 1. Gana 13 pontos 2. Benim 10 3. Mali 9 4. Sudão 1
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES: 2006- Oitavos de Final
TREINADOR: Milovan Rajevac
EQUIPA-TIPO: Kingson; Inkoom, Vorsah, Lee Addy e Sarpei; André Ayew, Asamoah, Agyemang-Badu e Draman; Gyan e Amoah O Gana qualificou-se para o seu 2º Campeonato do Mundo consecutivo. No Mundial 2006, foi a única equipa africana a ultrapassar a fase de grupos. Além disto, é o actual vice-campeão africano, e o actual campeão do Mundo de sub-20.
Na Taça das Nações Africanas, apesar das ausências de John Mensah, Paintsil, Appiah (todos lesionados), Essien (lesionado a partir do primeiro jogo) e Muntari (problemas com o treinador), o Gana conseguiu chegar à final, derrotando o Burkina Faso, Angola e a Nigéria, e perdeu apenas com a Costa do Marfim e o Egipto, no primeiro jogo e na final respectivamente. O treinador Milovan Rajevac incluiu na equipa 8 jogadores que fizeram parte da equipa campeã do Mundo de sub-20: o guarda-redes Daniel Adjei, os defesas Inkoom e Jonathan Mensah, os médios Agyemang-Badu e André Ayew e os avançados Opoku, Osei e Adiyiah.
Agora, para o Mundial 2010, Milovan Rajevac terá de decidir, caso a caso (e tendo em conta as lesões), se convoca os jogadores mais experientes e que fizeram a maior parte da qualificação (John Mensah, Paintsil, Essien, Appiah, Muntari, Agogo, etc.), ou se prefere os jogadores mais jovens que foram campeões do Mundo de sub-20 e/ou fizeram parte da equipa que foi vice-campeã na Taça das Nações Africanas.
O Gana tem um grupo difícil, mas o grupo de 2006 era ainda mais difícil (Itália, EUA e República Checa) e ainda assim o Gana conseguiu ultrapassá-lo.