domingo, 13 de setembro de 2015

Liga Europa 2015/2016: Grupo L


O Athletic Bilbau qualificou-se para a fase de grupos da Liga Europa, depois de ultrapassar duas pré-eliminatórias.

Na primeira eliminou o Inter Baku com uma vitória por 2-0 em casa e um empate 0-0 no Azerbaijão. Na seguinte perdeu por 2-3 na Eslováquia contra o Zilina, num jogo em que esteve a ganhar por 2-0, mas depois conseguiu recuperar e vencer em casa por 1-0.

Não foi um arranque impressionante, mas na época passada o arranque foi impressionante (eliminando o Nápoles no playoff da Liga dos Campeões), e acabou em desilusão, eliminado pelo Torino nos dezasseis avos de final da Liga Europa depois de ficar em terceiro lugar no grupo da Liga dos Campeões. Esta época começou pior, mas pode ser que termine melhor (mais tarde).

O Athletic Bilbau pode ter atingido a final em 2012, mas ganhou apenas um dos últimos nove jogos disputados na Liga Europa. Da última vez que esteve na fase de grupos, em 2012/2013, foi eliminado.

Como já é habitual, o clube limita-se a jogadores bascos. Ainda assim conseguiu fazer uma contratação impressionante, Raúl García, por 8M€ ao Atlético Madrid.

Mesmo só com jogadores bascos, o Athletic Bilbau tem qualidade suficiente para ultrapassar a fase de grupos, e ir mais além que na época passada. Repetir a final de 2012 parece irrealista.


O AZ Alkmaar também disputou duas pré-eliminatórias para atingir a fase de grupos da Liga Europa.

Na primeira eliminou o Istanbul Basaksehir, com duas vitórias, primeiro por 2-0 em casa e depois por 2-1 na Turquia. Tudo se tornou mais fácil logo no primeiro jogo quando aos 14 minutos o guarda-redes Volkan Babacan foi expulso e o AZ Alkmaar marcou de penalty, ficando em vantagem e a jogar em superioridade numérica.

A eliminatória seguinte foi mais complicada, contra o Astra Giurgiu. Aos 13 minutos o AZ Alkmaar já vencia na Roménia por 2-0, mas ao intervalo já perdia por 2-3, que seria o resultado final. Na segunda mão o AZ Alkmaar recuperou e venceu por 2-0, mas só marcou os golos a dez minutos do fim.

Tal como o Athletic Bilbau, o AZ Alkmaar também ultrapassou a fase de grupos por duas vezes em três participações, só que ao contrário do Athletic Bilbau, a eliminação do AZ Alkmaar foi na mais antiga, na estreia em 2010/2011.

Nas duas participações seguintes atingiu sempre os quartos de final, conseguindo longas séries sem perder de 9 jogos (11 se contarmos com os dois últimos da época anterior) em 2011/2012 e 10 em 2013/2014.

Será este AZ Alkmaar suficientemente bom para regressar aos quartos de final, com (ou sem) outra longa série sem perder? Será pelo menos capaz de passar da fase de grupos?


O Augsburgo foi a única equipa do grupo a qualificar-se directamente para a fase de grupos, e vai estrear-se nas competições europeias.

O que esperar duma equipa estreante, com um treinador estreante? Nesse aspecto está em pé de igualdade com o AZ Alkmaar e o Partizan Belgrado, em que os treinadores também são estreantes, apenas Ernesto Valverde do Athletic Bilbau já a disputou anteriormente.

E em termos de experiência do plantel, até está em vantagem comparando com o AZ Alkmaar e o Partizan Belgrado: 71 jogos para o Augsburgo, 68 para o AZ Alkmaar e 51 para o Partizan Belgrado. O Athletic Bilbau tem 216.

Também foi a equipa do grupo que mais gastou e mais recebeu no mercado de transferências. Gastou 11,3M€ em quatro jogadores (Max do Karsruher por 3,8M€, Stafylidis do Bayer Leverkusen por 2,5M€, Trochowski do Sevilha, e Koo Ja-Cheol do Mainz por 5M€). E recebeu 20,1M€ por três jogadores (Baba para o Chelsea por 20M€, Hojbjerg para o Bayern Munique, e Djurdjic para o Malmo por 0,1M€).

Parece que o Augsburgo terá condições para competir contra todas as equipas do grupo.


O Partizan Belgrado também teve de ultrapassar duas pré-eliminatórias para atingir a fase de grupos da Liga Europa, tal como o Athletic Bilbau e o AZ Alkmaar. E se tivesse ultrapassado a seguinte, ter-se-ia qualificado para a Liga dos Campeões.

Na primeira pré-eliminatória eliminou o Dila, com uma vitória por 1-0 em casa e outra por 2-0 na Geórgia.

Na ronda seguinte o adversário foi o Steaua Bucareste, e após um prometedor empate 1-1 na Roménia, o Partizan Belgrado parecia ter arruinado tudo quando ao invervalo da segunda mão perdia em casa por 1-2, e precisava de marcar dois golos. Mas na segunda parte conseguiu marcar os golos que precisava. Fernando Varela foi logo expulso aos 47 minutos e em superioridade numérica, mesmo com um penalty falhado por Bojinov, o Partizan Belgrado conseguiu marcar três golos e vencer por 4-2.

O último adversário foi o BATE Borisov. O Partizan Belgrado perdeu por 0-1 na Bielorrússia (onde jogou em inferioridade numérica durante toda a segunda parte), e em casa sofreu um golo na primeira parte que lhe obrigava a marcar três golos para se qualificar. Só conseguiu marcar dois, e caiu para a Liga Europa.

O historial do Partizan Belgrado na Liga Europa não é animador. Em três participações anteriores, em 18 jogos venceu apenas um, empatou cinco e perdeu doze! Não ganhou nenhum dos últimos doze jogos disputados, a última (e única vitória) foi no último jogo de 2009, quando já estava eliminado.

Nos últimos dez anos esse foi mesmo o único jogo que venceu, dos 32 que disputou em fases de grupos de Liga dos Campeões/Liga Europa/Taça UEFA.

O que esperar duma equipa assim, conseguirá sequer ganhar um jogo?


Previsão:
1. Athletic Bilbau
2. Augsburgo
3. AZ Alkmaar
4. Partizan Belgrado


Liga Europa 2015/2016: Grupo K


O Schalke 04 é a equipa da Liga Europa com melhor ranking, até na Liga dos Campeões teria ranking suficiente para estar no pote 1 (pelo método antigo).

Conseguiu esse ranking com três épocas consecutivas a atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões. Antes disso esteve na Liga Europa em 2011/2012 onde atingiu os quartos de final. E a melhor época é a mais antiga (que ainda conta para o ranking), em 2010/2011, quando atingiu as meias finais da Liga dos Campeões.

São cinco épocas consecutivas a atingir sempre no mínimo os oitavos de final, quatro delas na Liga dos Campeões. Será um escândalo se não conseguir ultrapassar a fase de grupos da Liga Europa.

Comparando com a época passada, o Schalke 04 tem um novo treinador, André Breitenreiter, e onze novos jogadores. Noutros clubes onze jogadores novos seriam aproximadamente "meia equipa", no Schalke 04 está mais próximo de um terço. O Schalke 04 consegue ter um plantel mais extenso por ter seis jogadores nascidos depois de 1994 provenientes da formação do clube (Marvin Friedrich, Ayhan, Sané, Goretzka, Meyer e Platte).

Os onze jogadores novos são Gspurning, Nubel (Paderborn por 0,2M€), Júnior Caiçara (Ludogorets por 6M€), Riether (Freiburg), Felipe Santana (Olympiakos), Dum, Geis (Mainz por 12M€), Hojbjerg (Bayern Munique por 1M€), Serkan Gocer, Gasilin (Zenit) e Di Santo (Werder Bremen por 6M€).

Saíram dez jogadores, além do treinador Roberto Di Matteo: Wellenreuther (Maiorca), Wetklo, Fuchs (Leicester), Kirchhoff (Bayern Munique), Itter (Grodig), Barnetta (Philadelphia Union), Boateng, Draxler (36M€ para o Wolfsburgo), Obasi e Farfán (7M€ para o Al Jazira).

Para já o Schalke 04 parece bom demais para ser eliminado neste grupo. Depois, em Janeiro poderá usar o dinheiro da venda tardia de Draxler para se reforçar e ficar pronto para defrontar os adversários mais fortes que se seguirão.


O APOEL teve uma época milagrosa na Liga dos Campeões em 2011/2012, mas desde então nunca mais conseguiu atingir aquele nível.

Na época passada regressou à Liga dos Campeões, mas foi a segunda pior equipa da competição, com apenas um empate e cinco derrotas, e apenas um golo marcado. Os adversários eram "difíceis", Barcelona, Paris Saint-Germain e Ajax. Mas nesta época, nas pré-eliminatórias, os adversários já não eram difíceis e o APOEL voltou a falhar.

Primeiro eliminou o Vardar, com um empate 0-0 em casa e outro empate 1-1 na Macedónia. Depois eliminou o Midtjylland, com uma vitória por 2-1 na Dinamarca e uma derrota por 0-1 em casa. Finalmente, perdeu no Cazaquistão por 0-1 contra o Astana e empatou 1-1 em casa, caindo para a fase de grupos da Liga Europa.

Se contra equipas como o Vardar, o Midtjylland e o Astana, em seis jogos venceu apenas um, empatou três e perdeu dois, contra equipas mais fortes, como serão os três adversários do grupo, que tipo de resultados conseguirá?

Da última vez que esteve na fase de grupos da Liga Europa, em 2013/2014, conseguiu uma vitória, dois empates e três derrotas. Desta vez não deverá ser muito diferente.


O Sparta Praga também começou nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, mas uma ronda mais tarde que o APOEL, e caiu logo, mais cedo, para a Liga Europa.

Contra o CSKA Moscovo, nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, conseguiu empatar 2-2 na Rússia, regressando à República Checa em vantagem. Depois, em casa, aos 16 minutos já vencia por 2-0, mas o CSKA Moscovo empatou o jogo e a eliminatória, e aos 64 minutos Matejovsky foi expulso, desequilibrando de vez a eliminatória a favor do CSKA Moscovo, que marcou o terceiro golo e enviou o Sparta Praga para o playoff da Liga Europa.

No playoff o Sparta Praga eliminou o FC Thun, com uma vitória por 3-1 em casa e um empate 3-3 fora.

Já na época passada o Sparta Praga teve um percurso semelhante, com uma eliminação na penúltima pré-eliminatória da Liga dos Campeões (contra o Malmo) e depois atingiu a fase de grupos da Liga Europa com uma vitória por 3-1 em casa e um empate fora (1-1, contra o Zwolle, e na época passada jogou primeiro fora).

Depois não conseguiu ultrapassar a fase de grupos, foi a "melhor" das equipas eliminadas, com 10 pontos. Noutros grupos houve equipas que avançaram com menos. O próprio Sparta Praga também avançou por duas vezes em participações anteriores com apenas nove pontos, em 2010/2011 e 2012/2013.

A pior época de sempre foi a estreia em 2009/2010, onde foi eliminado com apenas sete pontos. O pior do Sparta Praga foi melhor que aquilo que o APOEL e o Asteras conseguiram fazer nas suas participações anteriores (5 e 6 pontos respectivamente). Serão estes os adversários que o Sparta Praga terá de superar, não os de outros grupos, nem aquilo que fez em épocas anteriores. E parece ser capaz de fazê-lo.


O Asteras qualificou-se directamente para a fase de grupos da Liga Europa, que irá disputar pela segunda época consecutiva.

Foi a única equipa do grupo que manteve o treinador da época passada, Staikos Vergetis. Também é o único treinador do grupo com experiência na Liga Europa. Poderá isso ser uma vantagem para o Asteras?

Só mesmo no treinador é que o Asteras leva vantagem em experiência na Liga Europa, porque tem o plantel mais inexperiente do grupo, com apenas 61 jogos, atrás dos 76 do APOEL, 88 do Schalke 04 e 158 do Sparta Praga.

A época passada parecia inevitável que terminasse em terceiro lugar, por ser mais fraco que o Tottenham e o Besiktas, e porque a outra equipa do grupo era o Partizan Belgrado, que nos últimos 10 anos em fases de grupos venceu apenas um dos 32 jogos disputados. Esta época a sua posição final no grupo já não é tão evidente. Será mais fácil qualificar-se para os dezasseis avos de final, mas não será tão fácil fugir ao último lugar do grupo.


Previsão:
1. Schalke 04
2. Sparta Praga
3. Asteras
4. APOEL


Liga Europa 2015/2016: Grupo J


O Tottenham irá participar na Liga Europa pela quinta época consecutiva.

A estreia, em 2011/2012, foi a pior época, onde não conseguiu ultrapassar a fase de grupos, ficando em terceiro lugar atrás do PAOK e do Rubin Kazan. A época seguinte foi a melhor, ou pelo menos foi aquela em que foi mais longe, até aos quartos de final. Ficou em segundo lugar no grupo, atrás da Lazio e à frente do Panathinaikos e Maribor, e depois eliminou o Lyon e o Inter de Milão, sendo depois eliminado pelo Basileia nos penalties.

Em 2013/2014 o desempenho na fase de grupos foi perfeito (seis vitórias em seis jogos), e depois o Tottenham eliminou o Dnipro nos dezasseis avos de final, mas foi eliminado nos oitavos de final pelo Benfica. Foi a única época em que venceu o grupo, ganhou mais jogos, teve a melhor diferença de golos... mas foi eliminado mais cedo que na época anterior. E na última época foi eliminado ainda mais cedo, logo nos dezasseis avos de final, após ficar em segundo lugar no grupo, atrás do Besiktas. Foi eliminado pela Fiorentina.

Se continuar a ser eliminado cada vez mais cedo, desta vez nem passará da fase de grupos.

O Tottenham gastou 72M€ em contratações, mas também conseguiu 58,8M€ a vender. Foram contratados Trippier (4,9M€ ao Burnley), Wimmer (7M€ ao FC Colónia), Alderweireld (16M€ ao Atlético Madrid), Son Heung-Min (30M€ ao Bayer Leverkusen), Alli (MK Dons), Pritchard (Brentford), Carroll (Swansea) e Njié (14,1M€ ao Lyon). Saíram Kaboul (4,3M€ para o Swansea), Chiriches (7M€ para o Nápoles), Paulinho (14M€ para o Guangzhou Evergrande), Capoue (8,9M€ para o Watford), Stambouli (8,6M€ para o Paris Saint-Germain), Soldado (16M€ para o Villarreal) e Adebayor.

Teoricamente terá a melhor equipa do grupo e deverá vencê-lo, mas teoricamente teve sempre a melhor equipa do grupo nas quatro épocas anteriores e apenas por uma vez conseguiu vencê-lo.


O Anderlecht está de volta à fase de grupos da Liga Europa, após três épocas a disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões.

O Anderlecht pode ser fraco a disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões (eliminado nas últimas oito vezes, sempre em último lugar excepto na época passada), mas é, ou pelo menos era, forte a disputar a fase de grupos da Liga Europa: nas três vezes anteriores qualificou-se sempre para a fase seguinte, em duas delas venceu mesmo o grupo, da última vez vencendo os jogos todos.

Na época passada regressou à Liga Europa a partir dos dezasseis avos de final, por ter ficado em terceiro lugar no grupo da Liga dos Campeões. Foi logo eliminado pelo Dínamo Moscovo.

O Anderlecht trocou sete jogadores da época passada: saíram Rolando (FC Porto), Mbemba (12M€ para o Newcastle), Colin (1,5M€ para o Brentford), Vanden Borre, Cyriac (KV Oostende), Mitrovic (18,5M€ para o Newcastle) e Kabasele (De Graafschap). Entraram Boeckx (Antuérpia), Obradovic (Malines por 2,5M€), Gillet (Bastia), Mbodji (Genk por 4,5M€), Mahmoud Hassan (Al Ahly por 1M€), Ezekiel (Al Arabi por 0,5M€) e Okaka (Sampdoria por 3M€).

Esta poderá ser a pior época do Anderlecht na Liga Europa, onde pela primeira vez não atingirá os dezasseis avos de final. Mas na época passada já conseguiu surpreender ficando à frente do Galatasaray, talvez consiga surpreender novamente ficando num dos dois primeiros lugares do grupo.


O Mónaco irá estrear-se na Liga Europa. Participou pela última vez na antiga Taça UEFA em 2005/2006, e depois esteve ausente por quase uma década.

Também esteve ausente da Liga dos Campeões por quase uma década, a última participação tinha sido em 2004/2005, mas na época passada regressou em grande, vencendo um grupo com Bayer Leverkusen, Zenit e Benfica, e depois eliminando o Arsenal nos oitavos de final, sendo eliminado pela Juventus nos quartos de final.

E agora, também regressará em grande à Taça UEFA/Liga Europa?

Esta época começou nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Na primeira eliminou o Young Boys facilmente, com uma vitória por 3-1 na Suíça e outra por 4-0 em casa. Na seguinte, contra o Valência, perdeu em Espanha por 1-3, e venceu em casa por 2-1, mas não foi suficiente para regressar à fase de grupos da Liga dos Campeões, caindo assim para a fase de grupos da Liga Europa.

O Mónaco pode não ter sido capaz de regressar à Liga dos Campeões esta época, mas numa coisa já superou todas as equipas da Liga dos Campeões e da Liga Europa: conseguiu 145M€ a vender jogadores!

Da época passada saíram Stekelenburg (Fulham), Seydou Sy, Caillard (Clermont Foot), Kurzawa (25M€ para o Paris Saint-Germain), Abdennour (20M€ para o Valência), Kondogbia (30M€ para o Inter de Milão), Matheus (Fluminense), Alain Traoré (Lorient), Ferreira-Carrasco (20M€ para o Atlético Madrid), Berbatov (PAOK), Germain (Nice) e Martial (50M€ para o Manchester United).

Com tantas saídas, o Mónaco estará mais fraco que na época passada? Não necessariamente. As contratações foram boas. Mas será difícil comparar as duas épocas para decidir se está mais forte ou mais fraco, porque as competições são diferentes. Por exemplo, se atingir as meias finais, será melhor ou pior que atingir os quartos de final da Liga dos Campeões na época anterior?

Mesmo ultrapassar a fase de grupos não será fácil. O Tottenham e o Anderlecht têm melhores resultados que o Mónaco nos últimos cinco/dez anos, "perdendo" apenas na última época. E o Qarabag na época passada não foi o saco de pancada que se esperaria, lutando pela qualificação até ao último minuto.


O Qarabag irá jogar a fase de grupos da Liga Europa pela segunda época consecutiva.

Até agora repetiu o percurso que teve na época anterior. Começou nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, onde eliminou o primeiro adversário, o Rudar Pljevlja, com um empate 0-0 em casa e uma vitória por 1-0 no Montenegro (na época anterior o primeiro adversário foi o Valletta).

Depois foi eliminado na ronda seguinte pelo Celtic, caindo para a Liga Europa. Perdeu 0-1 na Escócia e empatou 0-0 em casa. O Celtic também acabou na Liga Europa, caindo na ronda seguinte (na época anterior foi eliminado pelo FC Salzburgo, que também acabou na Liga Europa caindo na ronda seguinte).

Finalmente, no playoff da Liga Europa eliminou o Young Boys, com uma vitória por 1-0 na Suíça e outra por 3-0 em casa. Tudo se tornou mais fácil na segunda mão quando Von Bergen foi expulso logo aos quatro minutos, e o Qarabag marcou de penalty, aumentando a vantagem e ficando a jogar em superioridade numérica durante praticamente o jogo todo (na época anterior eliminou o Twente, mas com dois empates, 0-0 em casa e 1-1 fora).

E agora, na época passada conseguiu seis pontos na fase de grupos, lutando pela qualificação até ao último minuto. Conseguirá fazê-lo novamente?


Previsão:
1. Mónaco
2. Tottenham
3. Anderlecht
4. Qarabag


sábado, 12 de setembro de 2015

Liga Europa 2015/2016: Grupo I


O Basileia vai reencontrar o seu antigo treinador e um adversário que já defrontou esta época, e não será agradável.

Tinha de disputar duas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões para chegar à fase de grupos, onde já deveria estar directamente. Se fosse na próxima época, o simples facto de ser campeão suíço já seria suficiente para se qualificar directamente, mas esta época ainda não.

O primeiro adversário foi o Lech Poznan, e o Basileia venceu por 3-1 na Polónia e por 1-0 em casa. O adversário seguinte era o Maccabi Telavive, que o Basileia já tinha eliminado por duas vezes em 2013/2014, primeiro nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões e depois nos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Mas desta vez não foi tão simples, o Basileia sofreu um golo no último minuto da primeira mão em casa, o que fez com que fosse para Israel com uma desvantagem de 2-2 em vez de uma vantagem de 2-1. E na segunda mão até chegou a estar novamente em vantagem, mas o Maccabi Telavive marcou o golo do empate e o Basileia foi eliminado pelos golos marcados fora.

Agora vai reencontrar o Lech Poznan na fase de grupos da Liga Europa, e já aprendeu com o Maccabi Telavive que resultados passados não são garantia de resultados futuros.

O outro reencontro é com Paulo Sousa, que treinava o Basileia na época passada e agora treina a Fiorentina.

O novo treinador do Basileia é Urs Fischer, provavelmente o pior treinador do grupo. Além da eliminação para a Liga Europa, em duas participações anteriores, pelo FC Zurique e FC Thun, em doze jogos perdeu oito e nunca passou da fase de grupos.

Além de Paulo Sousa, também saíram Schar (4M€ para o Hoffenheim), Arlind Ajeti, Fabian Frei (3,6M€ para o Mainz), Derlis González (9,4M€ para o Dínamo Kiev), Hamoudi (Zamalek) e Streller. As contratações foram Lang (Grasshopper), Akanji (Winterthur), Hoegh (1,5M€ ao OB Odense), Bjarnason (2M€ ao Pescara), Kuzmanovic (2M€ ao Inter de Milão), Boetius (2M€ ao Feyenoord) e Janko (Sydney FC).

O Basileia continua a ter uma equipa capaz, mas dificilmente conseguirá alcançar o nível que teve nas épocas anteriores.


A Fiorentina foi a única equipa do grupo que se qualificou directamente.

Vincenzo Montella conseguiu grandes resultados nas últimas duas épocas, que serão difíceis de superar. Em 2013/2014 atingiu os oitavos de final, numa série de nove jogos sem perder que só foi interrompida na segunda mão contra a Juventus. E na época passada conseguiu chegar novamente aos oitavos de final, onde voltou a defrontar outra equipa italiana, a Roma, mas desta vez foi mais além, até às meias finais.

Paulo Sousa nunca conseguiu levar uma equipa às meias finais da Liga Europa (talvez o faça esta época), mas na época passada levou o Basileia aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Na época anterior levou o Maccabi Telavive aos dezasseis avos de final da Liga Europa, e na época anterior levou o Videoton à fase de grupos da Liga Europa (onde derrotou o Sporting e o Basileia). Foram resultados impressionantes considerando as circunstâncias.

Quanto maior a equipa melhor o resultado. Agora que está numa equipa ainda maior (a Fiorentina é maior que o Basileia? O resultado deste grupo será uma resposta), até onde poderá ir? Até à final?

Além de trocar de treinador, a Fiorentina também trocou onze jogadores. Saíram Neto (Juventus), Richards (Manchester City), Savic (25M€ para a Fiorentina), Basanta (Monterrey), Pizarro (Santiago Wanderers), Lazzari (Carpi), Aquilani (Sporting), Vargas (Bétis), Gómez (Besiktas), Salah (Chelsea) e Joaquín (1,5M€ para o Bétis). Entraram Sepe (Nápoles), Gilberto (2M€ ao Botafogo), Astori (1,5M€ ao Cagliari), Roncaglia (Génova), Mario Suárez (15M€ ao Atlético Madrid), Vecino (Empoli), Blaszczykowski (1M€ ao Borussia Dortmund), Verdú (Baniyas), Diakhate, Kalinic (6M€ ao Dnipro) e Rebic (RB Leipzig).

Uma das características mais interessantes da Fiorentina na época passada era a facilidade com que alterava o sistema táctico de um jogo para o outro. Será que Paulo Sousa continuará a fazê-lo, ou será mais conservador e jogará sempre da mesma maneira?

A Fiorentina deverá vencer novamente o seu grupo, tal como nas duas épocas anteriores.


O Lech Poznan está de volta à fase de grupos da Liga Europa, depois de três épocas seguidas sempre a cair na terceira pré-eliminatória (em 2012 contra o AIK Estocolmo, em 2013 contra o Zalgiris e em 2014 contra o Stjarnan).

Desta vez voltou a cair na terceira pré-eliminatória, mas da Liga dos Campeões, contra o Basileia, tendo uma segunda oportunidade na Liga Europa. Antes disso já tinha eliminado o Sarajevo na ronda anterior, com duas vitórias, por 2-0 na Bósnia e por 1-0 em casa.

No playoff da Liga Europa eliminou o Videoton, com uma vitória por 3-0 em casa e outra por 1-0 na Hungria.

E agora, o que esperar do Lech Poznan? Que volte a qualificar-se para os dezasseis avos de final, tal como em 2010/2011, onde avançou num grupo com Manchester City, Juventus e FC Salzburgo? Ou que seja a equipa que depois disso foi eliminada por AIK Estocolmo, Zalgiris e Stjarnan?

O Lech Poznan não é o único com boas recordações da fase de grupos, o seu treinador Maciej Skorza também qualificou o Legia Varsóvia em 2011/2012 para os dezasseis avos de final, onde foi eliminado pelo Sporting de Ricardo Sá Pinto.

Da equipa do Lech Poznan de 2010/2011 sobram apenas os dois guarda-redes Buric e Kotorowski, e o defesa Kaminski. O Lech Poznan é o plantel mais inexperiente de todos as que estão na Liga Europa, com apenas 11 jogos.


O Belenenses vai estrear-se na fase de grupos da Liga Europa. A última vez que tinha participado nas competições europeias foi em 2007/2008, o adversário foi o Bayern Munique e o Belenenses foi logo eliminado com duas derrotas, por 0-1 na Alemanha e por 0-2 em casa.

Desta vez os adversários foram mais acessíveis. O primeiro foi o IFK Gotemburgo, e o Belenenses venceu por 2-1 em casa e empatou 0-0 na Suécia. O seguinte foi o Altach, e o Belenenses venceu por 1-0 na Áustria e empatou 0-0 em casa.

O seu treinador, Ricardo Sá Pinto, já esteve nas meias finais em 2011/2012, mas nunca ultrapassou uma fase de grupos. Entrou apenas a partir dos dezasseis avos de final, contra o Legia Varsóvia de Maciej Skorza, e ficou para a época seguinte mas saiu ao fim de dois jogos, não chegando a terminar a fase de grupos (empatou em casa com o Basileia e perdeu na Hungria com o Videoton).

O Belenenses não tem a capacidade do Sporting, o que poderá Ricardo Sá Pinto alcançar realisticamente? Conseguirá qualificar-se para os dezasseis avos de final?


Previsão:
1. Fiorentina
2. Basileia
3. Belenenses
4. Lech Poznan