segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Liga dos Campeões 2015/2016: Grupo D


O Grupo D é um grupo equilibrado, com o melhor dos três estreantes na Liga dos Campeões em 2015/2016, o bicampeão da Liga Europa, a equipa da Liga dos Campeões que mais gastou em contratações, e o finalista vencido da Liga dos Campeões na época passada.

A Juventus não tinha ranking suficiente para estar no pote 1 pelo método antigo, mas como foi um dos campeões dos oito países com melhor ranking ficou no pote 1.
Antes evitaria o Manchester City (estariam ambos no pote 2) e enfrentaria uma das oito equipas com melhor ranking (Real Madrid, Barcelona, Bayern Munique, Chelsea, Atlético Madrid, Benfica, FC Porto ou Arsenal).
Esta vantagem, de não defrontar uma das oito melhores equipas, e em vez de isso defrontar o Manchester City, não significa que a Juventus tenha uma tarefa fácil. Da última vez que a Juventus e o Manchester City estiveram no mesmo grupo, na Liga Europa de 2010/2011, o Manchester City avançou, e a Juventus não.

Mesmo ignorando os resultados da Liga Europa, na Liga dos Campeões a Juventus pode ter sido finalista na época passada, mas em duas das últimas quatro participações não conseguiu ultrapassar a fase de grupos.

O seu treinador, Massimiliano Allegri, nunca foi eliminado na fase de grupos. Na época passada levou a Juventus até à final, e nas quatro épocas anteriores levou sempre o AC Milão pelo menos aos oitavos de final.

A Juventus esteve muito activa no mercado de transferências, gastando mais de 100M€ em contratações, e recebendo 60M€ em vendas. Saíram jogadores importantes, como Pirlo, Vidal, Tévez, mas também Ogbonna e Llorente. A equipa não está necessariamente mais fraca porque os jogadores novos têm qualidade (Neto, Rugani, Alex Sandro, Khedira, Hernanes, Lemina, Mandzukic, Dybala, Zaza e Cuadrado).

Mas este grupo pode ser mais complicado que o do ano passado, onde a Juventus ficou atrás do Atlético Madrid, e próxima do Olympiakos, perdendo mesmo o confronto direto contra ambos.



O Manchester City também teria evitado a Juventus pelo método antigo, e em vez disso defrontaria Real Madrid, Barcelona, Bayern Munique, Atlético Madrid, Benfica ou FC Porto (não poderia defrontar Chelsea nem Arsenal por serem do mesmo país).
Ainda poderia ter defrontado o Barcelona, Bayern Munique ou Benfica por este novo método, visto que estas equipas permaneceram no pote 1. Só deixou de poder enfrentar o Real Madrid, o Atlético Madrid e o FC Porto.

Esta será a quinta participação consecutiva do Manchester City na Liga dos Campeões. Nas quatro anteriores, começou por não conseguir passar da fase de grupos nas duas primeiras (não ganhando mesmo nenhum jogo na segunda), mas nas duas seguintes, já com Manuel Pellegrini como treinador, conseguiu atingir os oitavos de final, a nova barreira, sendo eliminado em ambas as vezes pelo Barcelona.

Tal como Massimiliano Allegri, também Manuel Pellegrini nunca foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões, em seis participações (não consecutivas): Villarreal (2005/2006 e 2008/2009), Real Madrid (2009/2010), Málaga (2012/2013) e Manchester City nas últimas duas temporadas.

É curioso como ambos os clubes foram eliminados na fase de grupos em duas das últimas quatro participações, e são treinados por treinadores que nunca foram eliminados na fase de grupos.

O Manchester City gastou quase 200M€ em quatro jogadores: Otamendi (44,6M€), Delph (11,5M€), Sterling (62,5M€) e De Bruyne (74M€). Os outros grandes gastadores conseguem abater parte dos gastos com vendas, mas não o Manchester City, que só conseguiu 4M€ com as saídas de Boyata, Milner, Lampard e Dzeko.

Em 2011/2012 o Manchester City estreou-se na Liga dos Campeões num grupo com uma equipa alemã, uma espanhola e uma italiana (Bayern Munique, Villarreal e Nápoles), e não terminou bem para o Manchester City. Veremos se quatro anos depois, novamente contra uma equipa alemã, uma espanhola e uma italiana, desta vez o resultado final é melhor (quantitativamente e qualitativamente, porque essa época de estreia foi quantitativamente melhor que a última época, com 10 pontos contra 8, mas qualitativamente foi pior porque os 10 pontos não foram suficientes para atingir os oitavos de final e na época passada os 8 pontos foram).



Ao contrário da Juventus e do Manchester City, o Sevilha nunca foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Só jogou a fase de grupos da Liga dos Campeões por duas vezes, em 2007/2008 e em 2009/2010, e os grupos eram bem mais fáceis que o actual (Arsenal, Slavia Praga e Steaua Bucareste em 2007/2008, e Unirea Urziceni, Glasgow Rangers e Estugarda em 2009/2010).
Em 2007/2008, na estreia, também tinha acabado de ser bicampeão da Taça UEFA, tal como agora é bicampeão da Liga Europa.

Já poderia ter jogado a Liga dos Campeões pela terceira vez em 2010/2011, mas foi eliminado na pré-eliminatória pelo Braga. Desde então tem estado ausente, e estaria novamente ausente se não fosse pela nova regra que dá um lugar na Liga dos Campeões ao vencedor da Liga Europa da época anterior.

Se a Juventus e o Manchester City são os clubes imperfeitos com os treinadores perfeitos (nesta fase), o Sevilha é o clube perfeito com o treinador imperfeito.
Unai Emery já participou três vezes na Liga dos Campeões, e em apenas uma delas conseguiu atingir os oitavos de final, em 2010/2011 pelo Valência. Nas duas épocas seguintes, primeiro pelo Valência e depois pelo Spartak Moscovo, não conseguiu fazê-lo.
Nas duas últimas épocas foi brilhante na Liga Europa (principalmente na segunda), mas conseguirá manter o nível na Liga Europa, ou será que daqui a poucos meses estará de volta à Liga Europa para defender novamente o título?

Nos dezasseis avos de final da Liga Europa na época passada o Sevilha eliminou o Borussia Monchengladbach, com duas vitórias. Conseguirá vencê-los novamente, agora na Liga dos Campeões?

E o Borussia Monchengladbach parece ser o menor dos seus problemas, os adversários mais difíceis à partida serão a Juventus e o Manchester City.

O Sevilha trocou onze jogadores da época passada: entraram Rami, Escudero, Mariano, Andreolli, N’Zonzi, Krohn-Dehli, Kakuta, Konoplyanka, Cristóforo, Immobile e Llorente, saíram Barbosa, Fernando Navarro, Arribas, Diogo Figueiras, Pareja, Vidal, Mbia, Deulofeu, Denis Suárez, Iago Aspas e Bacca.

O plantel tem apenas 118 jogos de experiência na Liga dos Campeões, distante dos 514 da Juventus e dos 634 do Manchester City (o Borussia Monchengladbach tem ainda menos, apenas 58).

Este grupo não será nada fácil para o Sevilha. Se conseguir alcançar os oitavos de final, não importa como, será sem dúvida a sua participação mais impressionante (mesmo que não seja a melhor quantitativamente).




O Borussia Monchengladbach vai estrear-se na Liga dos Campeões e corre um sério risco de perder os jogos todos.

Em 1976-1978 podem ter sido uma grande equipa na velha Taça dos Campeões Europeus, que atingiu os quartos de final (eliminando a Juventus nos oitavos de final), a final, e as meias finais em três épocas consecutivas, mas a participação mais recente, em 2012/2013, ficou-se logo pela pré-eliminatória, onde foi eliminado pelo Dínamo Kiev, continuando depois na Liga Europa.

Desta vez não tiveram de disputar a pré-eliminatória, qualificaram-se directamente para a fase de grupos. A pré-eliminatória teria sido um bom teste para aferir a qualidade do Borussia Monchengladbach.

Tudo indica que o Borussia Monchengladbach é a equipa mais fraca do grupo: o ranking, a inexperiência da equipa e do treinador Lucien Favre (que ao contrário dos outros, tal como o clube irá estrear-se na Liga dos Campeões), os preços dos jogadores contratados…

Podem incomodar as outras equipas, mas dificilmente não terminarão no último lugar do grupo.



Previsão:
1. Manchester City
2. Juventus
3. Sevilha
4. Borussia Monchengladbach


Liga dos Campeões 2015/2016: Grupo C


O Grupo C é um grupo fraco, com um estreante que é provavelmente a equipa mais fraca da Liga dos Campeões, duas equipas que habitualmente são eliminadas na fase de grupos e que época anterior tiveram ambas a sua pior participação de sempre, e uma equipa que quer ser uma das grandes da Europa mas ainda não fez o suficiente nem durante tempo suficiente para ter esse estatuto.

O Benfica irá jogar a Liga dos Campeões pela sexta época consecutiva. Nas cinco anteriores, apenas por uma vez atingiu os oitavos de final, em 2011/2012.
A época passada foi a pior da história do clube, ficou em último lugar do grupo com apenas cinco pontos, e com apenas dois golos marcados (segundo pior ataque da Liga dos Campeões).

O treinador é agora o estreante Rui Vitória, que sucede a Jorge Jesus. Para melhorar o ataque da equipa, também foram contratados Jonas (8 golos em 14 jogos pelo Valência), Mitroglou (11 golos em 27 jogos pelo Olympiakos), e ainda Raúl Jiménez, que praticamente não jogou pelo Atlético Madrid na época passada, mas foi a contratação mais cara custando 9M€, e agora poderá defrontar o antigo clube.

Apesar de apenas ter atingido os oitavos de final da Liga dos Campeões uma vez nas últimas cinco épocas, excluindo a última época o Benfica conseguiu sempre redimir-se desses maus resultados na Liga dos Campeões com boas campanhas na Liga Europa (meias finais em 2011, e finalista vencido em 2013 e 2014). Agora o objectivo principal será atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões. Será mais fácil para Rui Vitória fazer melhor que o antecessor ficando num dos dois primeiros lugares do grupo, do que ficando em terceiro e depois ter de atingir as meias finais ou a final da Liga Europa.



O Atlético Madrid tinha ranking suficiente para estar no pote 1 pelo método antigo, tinha até um ranking superior ao do Benfica. No entanto, como não foi um dos campeões dos oito países com melhor ranking, pelo novo método foi relegado para o pote 2.
Pelo método antigo não poderia defrontar o Benfica, estariam ambas no pote 1, e em vez do Benfica defrontaria Manchester United, Paris Saint-Germain, Juventus, Zenit, Bayer Leverkusen, Manchester City ou Shakhtar Donetsk. O Benfica também, em vez do Atlético Madrid defrontaria um destes sete adversários, ou ainda o Valência, que o Atlético Madrid evitaria por serem ambos do mesmo país.

O Atlético Madrid tem muito em comum com o Benfica. Também o Atlético Madrid começou a ter um ranking elevado com uma grande campanha na Liga Europa depois de uma eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões, em 2009/2010 (se bem que essa época já não conta para o ranking actual, apenas as cinco épocas seguintes), e tal como o Benfica também o Atlético Madrid jogou duas finais da Liga Europa em pouco tempo (o Benfica consecutivamente em 2013 e 2014 e perdeu ambas, e o Atlético Madrid em 2010 e 2012 e venceu ambas).

Tem até ex-jogadores do Benfica, como Oblak, Siqueira e Tiago, tal como o Benfica tem ex-jogadores do Atlético Madrid, Sílvio, Pizzi e Raúl Jiménez.

O Atlético Madrid esteve muito activo no mercado, contratando jogadores como Savic, Filipe Luís, Carrasco, Óliver Torres, Jackson e Vietto, por um total de 116M€. Foi a terceira equipa da Liga dos Campeões que mais gastou em contratações, atrás do Manchester City e Manchester United.
Também foi a terceira equipa da Liga dos Campeões que mais recebeu em vendas de jogadores, atrás do FC Porto e Wolfsburgo. 88M€ por Miranda, Arda Turan, Mario Suárez, Raúl García, Mandzukic e Raúl Jiménez.

Com estas alterações todas, estará mais forte ou mais fraco que na época passada? Os resultados falarão por si, se bem que para o Atlético Madrid é mais difícil fazer melhor que na época anterior que para as outras equipas do grupo.



O Galatasaray foi a pior equipa da Liga dos Campeões na época passada. Conseguiu apenas um ponto, e teve uma diferença de golos de -15 (o APOEL também teve apenas um ponto mas com uma diferença de golos de apenas -11).
Foi a pior participação do Galatasaray na história da Liga dos Campeões, apenas a segunda vez em que não conseguiu vencer um único jogo (a primeira tinha sido na estreia em 1993/1994 onde empatou dois jogos em vez de apenas um).

Apesar da última época ter sido desastrosa, as duas anteriores até tinham sido positivas, com o Galatasaray a atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões em ambas, e até mesmo os quartos de final em 2012/2013.

O Galatasaray é a equipa do grupo com mais experiência na Liga dos Campeões: 315 jogos, contra 307 do Atlético Madrid, 258 do Benfica e 0 do Astana.

Da primeira vez que conseguiu ultrapassar a fase de grupos da Liga dos Campeões, em 2000/2001 e 2001/2002, fê-lo por duas épocas consecutivas e depois teve de aguardar doze anos até conseguir fazê-lo novamente, outra vez por duas épocas consecutivas. Será este o segundo ano de mais doze anos até à próxima qualificação, ou desta vez será diferente e o Galatasaray poderá qualificar-se para os oitavos de final pela terceira vez em quatro épocas, ocultando a pior época de sempre pelo meio?



O Astana é um dos três estreantes na Liga dos Campeões em 2015/2016, o único que teve de disputar pré-eliminatórias (três) para lá chegar, e a primeira equipa do Cazaquistão na história da Liga dos Campeões.

Começou por eliminar o Maribor, com uma derrota por 0-1 na Eslovénia seguida de uma vitória por 3-1 em casa. O Maribor participou na Liga dos Campeões na época passada, onde conseguiu empates contra o Sporting, Schalke 04 e Chelsea.
Na eliminatória seguinte o adversário foi o HJK Helsínquia. O Astana empatou 0-0 na Finlândia e esteve a perder por 0-2 em casa, mas conseguiu recuperar para 3-2. Só que o jogo ainda não tinha acabado, primeiro Twumasi foi expulso, depois o HJK Helsínquia empatou a poucos minutos do fim, mas mesmo em inferioridade numérica o Astana conseguiu marcar o quarto golo e qualificar-se.
Finalmente, o último adversário foi o APOEL, e desta vez o Astana jogou primeiro em casa. Venceu por 1-0, e na segunda mão, no Chipre, o APOEL até marcou primeiro, mas a poucos minutos dos 90, Maksimovic evitou o prolongamento com um golo que qualificou o Astana.

Tal como o Maribor, também o APOEL tinha estado na Liga dos Campeões na época passada. E o HJK Helsínquia tinha estado na Liga Europa, onde ganhou ao Torino e ao FC Copenhaga. O Astana eliminou três adversários fortes para se qualificar.

Só que os próximos três adversários serão muito mais fortes. Provavelmente o Astana perderá os seis jogos e as outras equipas disputarão os três primeiros lugares entre elas.

Tal não seria novidade para o seu treinador Stanimir Stoilov, que na sua anterior experiência na Liga dos Campeões, em 2006/2007 pelo Levski Sófia, perdeu todos os jogos contra o Barcelona, Chelsea e Werder Bremen.

Talvez o Astana consiga não perder os seis jogos, mas dificilmente conseguirá evitar o último lugar do grupo.


Previsão:
1. Atlético Madrid
2. Benfica
3. Galatasaray
4. Astana
 

domingo, 6 de setembro de 2015

Liga dos Campeões 2015/2016: Grupo B


O Grupo B é um grupo absurdo, onde três das equipas não estiveram na Liga dos Campeões na época anterior, e a quarta ficou em último lugar do seu grupo.

O PSV Eindhoven foi o maior beneficiado pelo novo método, onde agora o pote 1 passa a ser composto pelos campeões dos oito países com melhor ranking, em vez de ter as oito equipas com melhor ranking.
Pelo método antigo seria uma equipa do pote 3 (todas as outras pelo método antigo já estariam pelo menos no pote 2), e agora passou para o pote 1. Assim irá defrontar o Manchester United e o Wolfsburgo, que também poderia defrontar pelo método antigo, e ainda o CSKA Moscovo, evitando uma das oito equipas com melhor ranking.

Até há alguns anos, o PSV Eindhoven era um participante regular da Liga dos Campeões, onde esteve durante doze épocas consecutivas entre 1997/1998 e 2008/2009. Nas últimas seis épocas esteve ausente e passou a ser um participante regular da Liga Europa, onde nas últimas três épocas nem sequer conseguiu atingir os oitavos de final.

Apenas seis dos seus jogadores têm experiência na Liga dos Campeões: Bruma (2 jogos), Simon Poulsen (3), Héctor Moreno (6), Schaars (6), Guardado (9) e De Jong (6).

O PSV Eindhoven recebeu 50M€ ao vender Hiljemark, Wijnaldum e Depay. Os dois últimos foram a terceira e segunda vendas mais caras da história do clube, por 20M€ e 27,5M€ respetivamente. Depay foi vendido ao Manchester United e agora reencontrará os antigos colegas como adversário.

O PSV Eindhoven já defrontou o Manchester United e o CSKA Moscovo em edições anteriores da Liga dos Campeões. Em 2000 defrontou o Manchester United, vencendo por 3-1 em casa e perdendo por 1-3 fora. Em 2007 derrotou o CSKA Moscovo em casa por 2-1 e novamente na Rússia por 1-0.


O Manchester United está de volta à Liga dos Campeões. Após participar durante dezoito épocas consecutivas entre 1996/1997 e 2013/2014, em 2014/2015 não só falhou a Liga dos Campeões como nem sequer se qualificou para a Liga Europa!

Ainda teve de disputar uma pré-eliminatória, onde eliminou facilmente o Club Brugge, com uma vitória em casa por 3-1 e na Bélgica por 4-0.

A época de ausência poderia ter tido consequências piores, pois deixou de ser uma equipa de pote 1. Mas como calhou no grupo do PSV Eindhoven acaba por nem ter razão de queixa, porque é a equipa com melhor ranking no Grupo B, e vai defrontar adversários que, de acordo com o método antigo, dois deles seriam do pote 3 e outro do pote 4.

Além dos jogos contra o PSV Eindhoven em 2000, o Manchester United já defrontou os outros dois adversários do grupo, ambos na fase de grupos em 2009/2010. Ganhou os dois jogos ao Wolfsburgo, por 2-1 em casa e por 3-1 na Alemanha, e ganhou na Rússia ao CSKA Moscovo por 1-0, e empatou 3-3 em casa.

O Manchester United gastou quase 150M€ em contratações. Além dos 27,5M€ por Depay, pagou 18M€ por Darmian, 18M€ por Schweinsteiger, 35M€ por Schneiderlin, e 50M€ por Martial.

É o favorito para vencer o Grupo B, mas já o seria mesmo sem estas contratações. Veremos se confirma o favoritismo.


O CSKA Moscovo teve três épocas decepcionantes. Nas duas últimas foi último classificado no seu grupo da Liga dos Campeões, e na época anterior foi eliminado na pré-eliminatória da Liga Europa pelo AIK Estocolmo!

Apesar dos maus resultados, o CSKA Moscovo não mudou praticamente nada comparando com a época anterior. Tem apenas um jogador novo, Vasin, que regressou de um empréstimo, e apenas quatro jogadores saíram (Elm, Efremov, Vitinho e Bazelyuk). Aquela que teria sido a alteração mais importante, a saída de Doumbia para a Roma, acabou por não o ser porque Doumbia está de volta.

O CSKA Moscovo teve de disputar duas pré-eliminatórias para atingir a fase de grupos. Na primeira, ainda sem Doumbia, empatou 2-2 em casa contra o Sparta Praga e depois esteve a perder por 0-2 na República Checa mas conseguiu recuperar e acabou por vencer por 3-2. Na segunda, já com Doumbia, perdeu por 1-2 em Portugal contra o Sporting, e também esteve a perder por 0-1 em casa, mas conseguiu recuperar e acabou por vencer por 3-1.

Os adversários do Grupo B trazem boas memórias ao CSKA Moscovo. Foi em 2009/2010, também no Grupo B, com Manchester United, Wolfsburgo e Besiktas (em vez de PSV Eindhoven) como adversários, que o CSKA Moscovo conseguiu pela primeira vez ultrapassar a fase de grupos da Liga dos Campeões, e atingiu os quartos de final, naquela que é, até hoje, a melhor participação na história do clube.

Leonid Slutsky passou a treinar a equipa à quarta jornada, e até hoje mantém-se como treinador. Nunca mais teve uma época tão boa como a primeira.


O Wolfsburgo estreou-se na Liga dos Campeões em 2009/2010, e seis épocas depois está de volta, novamente para disputar o Grupo B contra Manchester United, CSKA Moscovo, e desta vez PSV Eindhoven em vez de Besiktas.

Da equipa de 2009/2010 sobram apenas dois jogadores, o guarda-redes Benaglio e o defesa Schafer.

Na época passada esteve na Liga Europa, onde foi capaz do melhor (contra Krasnodar, Lille, Sporting e Inter de Milão) e do pior (contra Everton e Nápoles).

A equipa teve algumas alterações, como as entradas de Dante, Draxler e Kruse, e as saídas de De Bruyne e Perisic, e dificilmente estará mais estável. Continuará a ser capaz do melhor e do pior.

O grupo é acessível, com dois adversários do pote 3 e outro do pote 2 pelo método antigo. Os adversários do pote 3 são frequentemente eliminados na fase de grupos (75% para o CSKA Moscovo e 77% para o PSV Eindhoven) e mesmo o adversário do pote 2 já teve melhores dias (está longe do nível de 2008-2011 onde atingiu três finais em quatro anos).


Previsão:
1. Manchester United
2. CSKA Moscovo
3. Wolfsburgo
4. PSV Eindhoven


Liga dos Campeões 2015/2016: Grupo A


O Grupo A é um grupo muito forte, com quatro equipas que estiveram na Liga dos Campeões na época anterior, onde três delas atingiram os oitavos de final. Desta vez uma delas não irá fazê-lo.

O Paris Saint-Germain atingiu os quartos de final da Liga dos Campeões nas últimas três épocas. Ainda não seria suficiente para estar no pote 1 pelo método antigo, onde era apenas a décima equipa com melhor ranking, mas pelo novo método ficou no pote 1 por ser um dos campeões dos oito países com melhor ranking.
O que à partida seria uma vantagem acabou por se tornar numa desvantagem, pois terá de defrontar o Real Madrid (que também poderia defrontar pelo método antigo, estando no pote 2 e com o Real Madrid no pote 1) e também o Shakhtar Donetsk, que evitaria no método antigo porque seriam duas equipas do mesmo pote.

A equipa é maioritariamente a mesma da época anterior, com quatro alterações: saíram Camara, Digne, Cabaye e Bahebeck, e entraram Trapp, Kurzawa, Stambouli e Di María.

Di María foi a segunda contratação mais cara da história do clube, custou 63M€, e deverá formar um impressionante ataque com Ibrahimovic e Cavani.


O Real Madrid atingiu (pelo menos) as meias finais da Liga dos Campeões nas últimas cinco épocas, é a equipa com melhor ranking, e pelo método antigo estaria no pote 1. Como não foi campeão espanhol foi relegado para o pote 2.
Acabou por ser prejudicado não pela equipa do novo pote 1 que lhe calhou, o Paris Saint-Germain (que também poderia defrontar pelo método antigo), mas por também defrontar o Shakhtar Donetsk do novo pote 3. Pelo método antigo o Paris Saint-Germain e o Shakhtar Donetsk estariam ambos no pote 2 e o Real Madrid apenas teria de defrontar um deles.

O Real Madrid foi a única equipa do grupo que trocou de treinador, com Rafael Benítez a substituir Carlo Ancelotti.

Fez várias contratações, mas não fez nenhuma extravagância. A transferência mais relevante foi a saída do lendário guarda-redes Casillas, tricampeão pelo Real Madrid em 2000, 2002 e 2014, e jogador com mais jogos pelo Real Madrid, 150.


O Shakhtar Donetsk teve de disputar duas pré-eliminatórias para se qualificar. Na primeira eliminou o Fenerbahçe, empatando 0-0 na Turquia e depois vencendo em casa por 3-0. Na seguinte, aparentemente mais fácil contra o Rapid Viena, até venceu o primeiro jogo na Áustria por 1-0, mas depois passou por um mau bocado em casa na segunda mão, onde chegou a estar em desvantagem no jogo e na eliminatória, acabando por empatar 2-2 e avançando para a fase de grupos.

Tal como o Paris Saint-Germain, também o Shakhtar Donetsk é maioritariamente a mesma equipa da época anterior, com quatro alterações: saíram Fernando, Ilsinho, Douglas Costa e Luiz Adriano, e entraram Malyshev, Kobin, Ferreyra e Eduardo.

Só que no caso do Shakhtar Donetsk, as quatro entradas são três regressos de empréstimos e o regresso de Eduardo sem custos, enquanto três das quatro saídas foram por um total de 46M€ e apenas Ilsinho saiu livre após terminar o contrato.


O Malmo teve de disputar três pré-eliminatórias para se qualificar. Na primeira foi ganhar 1-0 à Lituânia, depois de empatar 0-0 a primeira mão em casa contra o Zalgiris.
Na segunda o adversário foi o FC Salzburgo, que já tinha sido um dos adversários do Malmo nas pré-eliminatórias da época anterior. O Malmo perdeu por 0-2 na Áustria (pior que na época anterior onde só tinha perdido por 1-2), mas depois venceu por 3-0 em casa (tal como na época anterior).
O último adversário entre o Malmo e a fase de grupos foi o Celtic. O Malmo perdeu por 2-3 na Escócia, mas venceu por 2-0 em casa.

O percurso do Malmo nas pré-eliminatórias foi idêntico ao da época anterior: 0-0 em casa seguido de 1-0 fora (Ventspils em 2014), depois derrota fora seguida de recuperação em casa (Sparta Praga em 2014), e nova derrota fora seguida de recuperação em casa (FC Salzburgo em 2014).

Continuará o Malmo a repetir os passos da época anterior, onde venceu um jogo na fase de grupos?

É curioso que o Malmo esteja tão parecido com a época anterior, apesar de ter tantos jogadores diferentes. Apenas nove jogadores permanecem da época anterior: Azinovic, Tinnerholm, Konate, Adu, Kroon, Cibicki, Rakip, Rosenberg e Mehmeti.


Previsão:
1. Real Madrid
2. Paris Saint-Germain
3. Shakhtar Donetsk
4. Malmo