Comparando com os oitavos de final, a Argentina jogou com
Demichelis em vez de Federico Fernández, Basanta a defesa esquerdo e Biglia em
vez de Gago.
A Bélgica, comparando com os oitavos de final, jogou com
Mirallas em vez de Mertens.
Logo aos 8 minutos, Messi passou a bola a Di María, este viu
Zabaleta a desmarcar-se na direita e passou-lhe a bola, Vertonghen intersectou-o
mas acabou por fazer uma assistência para Higuaín, que aproveitou para, entre
os centrais Kompany e Van Buyten, rematar de primeira marcando o seu primeiro
golo no Mundial 2014.
Desta vez as substituições não tiveram o efeito que tiveram
nos jogos anteriores da Bélgica: Marc Wilmots substui os três avançados Origi,
Mirallas e Hazard por Lukaku, Mertens e Chadli respetivamente, mas não
conseguiram marcar um único golo.
O herói do jogo foi Higuaín, marcador do golo que, 24 anos
depois, colocou novamente a Argentina nas meias finais do Campeonato do Mundo.
A Bélgica não conseguiu atingir as meias finais, mas teve
melhores resultados que em 1986 quando atingiu as meias finais: desta vez
venceu quatro jogos e perdeu apenas um, enquanto em 1986 só venceu dois jogos,
empatou dois e perdeu três. Nunca a Bélgica tinha vencido mais de dois jogos em
Campeonatos do Mundo, e desta vez venceu quatro.
A Argentina irá defrontar o vencedor do Holanda vs. Costa
Rica nas meias finais.
Comparando com a terceira jornada, a Bélgica jogou com
Alderweireld a lateral direito, Kompany em vez de Lombaerts, Witsel em vez do
suspenso Defour, De Bruyne em vez de Dembélé, Origi a ponta-de-lança e Hazard a
extremo esquerdo.
Os EUA, comparando com a terceira jornada, jogaram com Cameron
a lateral direito e Fabian Johnson a médio direito, sem Beckerman, e com Bedoya
a médio esquerdo.
Ao fim de 90 minutos o jogo continuava empatado 0-0 e foi
para prolongamento. Nos oito jogos dos oitavos de final, foi o quinto que foi
para prolongamento.
Aos 93 minutos, Lukaku ganhou uma disputa de bola com Besler
no flanco direito, transportou a bola até dentro da área dos EUA e cruzou-a
para o centro, Gonzalez esticou-se para impedir que esta chegasse a De Bruyne
mas apesar de lhe ter tocado De Bruyne ficou na mesma com a bola, e depois de
contornar Gonzalez e Besler chutou-a para dentro da baliza de Howard.
Aos 105 minutos foi a vez de De Bruyne fazer a jogada e
Lukaku finalizar: De Bruyne transportou a bola pela esquerda, fez um passe para
Lukaku que se desmarcou entre Cameron e Besler, e este finalizou de primeira
com o pé esquerdo.
Mas os EUA ripostaram dois minutos depois: Bradley levantou
a bola sobre a defesa belga e Green ganhou a disputa com Alderweireld e de
primeira, sem a deixar cair no chão, marcou o golo dos EUA.
O herói do jogo foi De Bruyne, com um golo e uma
assistência.
Os EUA foram eliminados. Todos os vencedores de grupo
passaram aos quartos de final e todos os segundos classificados foram
eliminados.
A Bélgica qualificou-se para os quartos de final apenas pela
segunda vez na sua história. Na primeira vez, em 1986, eliminaram a Espanha e
atingiram as meias finais, onde perderam contra a Argentina. Desta vez, para
atingirem as meias finais, terão de eliminar precisamente a Argentina, que não
conseguiram ultrapassar na sua melhor participação de sempre em 1986.
Comparando com a segunda jornada, a Coreia do Sul jogou com
Kim Seung-Gyu a guarda-redes, e Kim Shin-Wook a ponta-de-lança.
A Bélgica, comparando com a segunda jornada, jogou com
Vanden Borre a lateral direito, Lombaerts em vez de Kompany, Vertonghen a
lateral esquerdo, Defour em vez de Witsel, Dembélé em vez de De Bruyne,
Mirallas a ponta-de-lança e Januzaj a extremo esquerdo.
Aos 45 minutos, Defour teve uma entrada violenta sobre Kim
Shin-Wook e foi expulso.
Em vantagem numérica, e contra os habituais suplentes da
Bélgica, ficou mais provável que a Coreia do Sul vencesse. Precisavam de vencer
por pelo menos dois golos de vantagem, e esperar que no outro jogo a Argélia
não vencesse a Rússia.
Mas aos 78 minutos, um mau passe de Lee Keun-Ho foi
intercetado por Vertonghen, que passou a bola a Origi, este rematou para defesa
incompleta de Kim Seung-Gyu, e na recarga Vertonghen marcou o golo da Bélgica.
O herói do jogo foi Vertonghen, que começou o Mundial 2014
mal, cometendo uma falta sobre Feghouli dentro da área que originou o único
golo sofrido até agora, mas redimiu-se com este golo em que também começou com
uma recuperação de bola sua.
Courtois só sofreu
um golo em três jogos, e de penalty. Navas também só sofreu um golo, também de
penalty, e Ochoa é o outro guarda-redes que também só sofreu um golo nos três
jogos, mas no caso de Ochoa não foi de penalty.
O vilão foi Defour, que teve uma oportunidade de jogar, e
desperdiçou-a, complicou o jogo aos seus colegas que tiveram de jogar o resto
do jogo em inferioridade numérica. Possivelmente não terá outra oportunidade.
A Bélgica venceu o Grupo H e irá defrontar os EUA nos
oitavos de final. Só defrontou os EUA uma vez, em 1930, e perdeu por 0-3.
A Coreia do Sul foi eliminada. Nos últimos três Campeonatos
do Mundo tinha sido sempre capaz de ganhar pelo menos um jogo, desta vez não
consegui fazê-lo.
Comparando com a primeira jornada, a Bélgica jogou com
Vermaelen a defesa esquerdo, Fellaini no meio-campo em vez de Dembélé, e
Mertens a extremo direito em vez de Chadli.
A Rússia, comparando com a primeira jornada, jogou com
Kozlov a defesa direito, e Kanunnikov a médio centro em vez de Zhirkov.
O único golo do jogo foi marcado aos 88 minutos: Origi
passou a Hazard na esquerda, este fintou Vassili Berezoutski, foi à linha e
atrasou a bola devolvendo a Origi no centro, que rematou já perto da pequena
área sem hipótese para Akinfeev.
O herói do jogo foi Origi, por ter marcado o golo que
qualificou a Bélgica para os oitavos de final.
Marc Wilmots voltou a ganhar o jogo com um golo de um
suplente utilizado. Desta vez foi Origi, os suplentes que marcaram no jogo
anterior, Fellaini e Mertens, agora foram titulares mas não conseguiram fazê-lo
novamente. Também aconteceu o mesmo a Ottmar Hitzfeld na Suíça, os suplentes
que marcaram na primeira jornada, Mehmedi e Seferovic, agora foram titulares e
não conseguiram marcar novamente, e foi outro suplente, Dzemaili, a marcar um
dos golos. Mas, ao contrário da Bélgica, a Suíça perdeu o segundo jogo.
A Bélgica já está qualificada para os oitavos de final.
Basta-lhe não perder o próximo jogo para garantir de certeza o primeiro lugar
do grupo.
A Rússia terá de vencer o último jogo para atingir os
oitavos de final, e mesmo se o fizer pode não ser suficiente.
A Bélgica jogou com Van Buyten em vez de Vermaelen.
A Argélia jogou com M’Bolhi a guarda-redes, Mostefa a
lateral direito, Halliche a defesa central com Medjani a médio defensivo,
Taider e Bentaleb a médios centro, Soudani a ponta-de-lança e Mahrez a extremo
esquerdo.
Aos 25 minutos, Ghoulam cruzou da esquerda e Feghouli foi
agarrado dentro da área. Penalty para a Argélia, que o próprio Feghouli marcou,
fazendo o primeiro golo do jogo. A Argélia não conseguiu marcar um único golo
no Mundial 2010, desta vez conseguiu fazê-lo.
A Bélgica empatou aos 70 minutos: De Bruyne cruzou da
esquerda e Fellaini, entrado poucos minutos antes para o lugar de Dembélé,
marcou de cabeça o golo do empate.
O golo da vitória belga foi marcado num contra-ataque: Hazard,
na esquerda, viu Mertens, outro jogador que tal como Fellaini entrou na segunda
parte, para o lugar de Chadli, e este rematou para dentro da baliza de M’Bolhi.
O herói do jogo foi Fellaini, que foi a última substituição
da Bélgica, entrou com a Bélgica a perder e 15 minutos depois a Bélgica já
estava em vantagem, com o primeiro golo a ser marcado por ele.
Marc Wilmots, tal como Ottmar Hitzfeld dias antes, conseguiu
recuperar de uma desvantagem de um golo para vencer por 2-1, com os dois golos
a serem marcados por jogadores que começaram o jogo no banco de suplentes. A
mesma questão que coloca para Ottmar Hitzfeld: mérito por fazer as
substituições certas, ou os jogadores (Fellaini e Mertens) deveriam ter
começado de início?
Grupo A:
1. Bélgica 26 pontos
2. Croácia 17
3. Sérvia 14
4. Escócia 11
5. País de Gales 10
6. Macedónia 7
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1930 - Fase de Grupos
1934 - Oitavos de Final
1938 - Oitavos de Final
1954 - Fase de Grupos
1970 - Fase de Grupos
1982 - 2ª Fase de Grupos
1986 - 4º lugar
1990 - Oitavos de Final
1994 - Oitavos de Final
1998 - Fase de Grupos
2002 - Oitavos de Final
Treinador: Marc Wilmots
Equipa-tipo: Courtois; Alderweireld, Kompany, Vermaelen e Vertonghen; Witsel, De Bruyne e Dembélé; Hazard, Lukaku e Chadli
Doze anos depois a Bélgica está de volta ao Campeonato do
Mundo.
Também não se conseguiu qualificar para os Campeonatos da
Europa de 2004, 2008 e 2012. Nas qualificações para os dois Mundiais
anteriores, a Bélgica perdeu metade dos jogos. Desta vez não perdeu nenhum.
Nas qualificações para os Mundiais de 1998 e 2002, a Bélgica
ficou em segundo lugar e teve de disputar playoffs, contra a Irlanda e a República
Checa respetivamente. Desde a qualificação para o Euro 2004 até à qualificação para
o Euro 2012, nunca mais conseguiu ficar sequer em segundo lugar (3º para o Euro
2004, 4º para o Mundial 2006, 5º para o Euro 2008, 4º para o Mundial 2010, e 3º
para o Euro 2012). Desta vez conseguiu vencer o seu grupo e qualificar-se
diretamente.
Os 23 convocados são os guarda-redes Courtois, Mignolet e
Bossut, os defesas Alderweireld, Kompany, Vermaelen, Vertonghen, Vanden Borre,
Ciman, Van Buyten e Lombaerts, os médios Witsel, De Bruyne, Dembélé, Fellaini e
Defour, e os avançados Hazard, Lukaku, Chadli, Mirallas, Januzaj, Origi e
Mertens.
Apenas Van Buyten esteve no Mundial 2002, no qual foi
totalista.
A Bélgica foi derrotada pela União Soviética por 1-4 em 1970 e por 0-1 em 1982, mas venceu por 4-3 nos oitavos de final em 1986, e também por 3-2 em 2002, aqui já como Rússia. Venceu a Coreia do Sul por 2-0 em 1990 e empatou 1-1 em 1998. Nunca defrontou a Argélia, o outro adversário do Grupo H, em Campeonatos do Mundo anteriores.