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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Liga Europa 2017/2018: Grupo H

Arsenal



Treinador: Arsène Wenger


Historial na Liga Europa: Estreia



BATE Borisov



Treinador: Aleksandr Yermakovich


Historial na Liga Europa:

FC Colónia



Treinador: Peter Stoger


Historial na Liga Europa: Estreia



Estrela Vermelha



Treinador: Vladan Milojevic


Historial na Liga Europa: Estreia

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Liga dos Campeões 2015/2016: Grupo F


O Grupo F é provavelmente o grupo mais previsível, com as distâncias entre as equipas a serem tão grandes que dificilmente acontecerão surpresas.

Depois de calhar no grupo do Manchester City e do CSKA Moscovo nas duas épocas anteriores, o Bayern Munique irá defrontar adversários novos: o Arsenal, que também é um adversário habitual mas em fases mais avançadas, o Olympiakos e o Dínamo Zagreb.
Curiosamente, apesar de serem participantes habituais, Bayern Munique (199 jogos) e Olympiakos (104) nunca se defrontaram anteriormente. O Bayern Munique também nunca defrontou o Dínamo Zagreb, que não participa tão frequentemente (24 jogos).

Contra o Arsenal, quantitativamente até pode haver algum equilíbrio (em oito jogos, o Bayern Munique venceu quatro, empatou dois e perdeu dois), mas qualitativamente o Bayern Munique avança sempre e o Arsenal é sempre eliminado, excepto na primeira vez, em 2000/2001, onde era uma segunda fase de grupos e avançaram os dois para os quartos de final.

O Bayern Munique atingiu sempre pelo menos as meias finais nas últimas quatro épocas, e será uma grande decepção se não o fizer novamente. Aliás, será uma grande decepção se ficar novamente pelas meias finas, tal como nas duas épocas anteriores.

A grande contratação foi Vidal, um dos melhores jogadores da Juventus, por 37M€. Da Juventus também veio Coman por 7M€, mas este praticamente não jogava na Juventus e no Bayern Munique não será muito diferente. A segunda contratação mais cara e mais importante foi Douglas Costa, do Shakhtar Donetsk por 30M€. As restantes contratações são secundárias, Ulreich e Kimmich, ambos do Estugarda, por 3,5M€ e 8,5M€ respetivamente, e os regressos dos emprestados Kirchhoff e Green.
A saída mais importante foi a de Schweinsteiger, para o Manchester United por 18M€. Terá sido bem substituído por Vidal, mas era um símbolo do clube, o segundo jogador com mais jogos pelo clube na Liga dos Campeões, 89, apenas atrás de Kahn. Também saíram Reina, Dante, Weiser, Pizarro e Kurt.

Apesar da saída de Schweinsteiger, o Bayern Munique tem o plantel mais experiente da Liga dos Campeões, com 873 jogos. O Arsenal tem 692, o Olympiakos 222 e o Dínamo Zagreb apenas 29.

Será interessante ver como conseguirá Josep Guardiola aproveitar todos estes recursos. Tácticas “invulgares” para não ficar “ninguém” de fora, ou jogadores a jogarem fora de posição…

Faça o que fizer, dificilmente o Bayern Munique não ganhará o grupo, e é praticamente impossível ser eliminado (só aconteceu por uma vez em 18 participações, em 2002/2003, com o Lens, AC Milão e Deportivo da Corunha).



O Arsenal irá jogar a Liga dos Campeões pela 18ª época consecutiva, e irá provavelmente ultrapassar a fase de grupos pela 16ª vez consecutiva.

O Arsenal está para o Bayern Munique assim como o Olympiakos está para o Arsenal. Também se defrontam frequentemente, quantitativamente até há algum equilíbrio (em seis jogos, o Arsenal venceu os três em Inglaterra e perdeu os três na Grécia), mas qualitativamente o Arsenal avança sempre, e o Olympiakos não (só avançou na primeira vez, em 2009/2010, em segundo lugar do grupo atrás do Arsenal).

Pelo método antigo, o Arsenal teria evitado o Bayern Munique na fase de grupos, e teria certamente melhores hipóteses de vencer o grupo, se em vez do Bayern Munique o adversário fosse Paris Saint-Germain, Valência, Juventus, Zenit, Bayer Leverkusen ou Shakhtar Donetsk.

Mas esteja em que grupo estiver o Arsenal avança sempre, parece tão fácil como depois parece tão difícil ir mais além (nas cinco épocas anteriores o Arsenal foi sempre eliminado nos oitavos de final).

O Arsenal esteve quieto no mercado de transferências, ao contrário da época anterior em que gastou mais de 100M€ em contratações. Desta vez a única contratação relevante foi o guarda-redes Cech, do Chelsea por 14M€. Também não houve nenhuma saída relevante, a equipa é basicamente a mesma que na época passada ficou em segundo lugar na fase de grupos atrás do Borussia Dortmund, e depois foi eliminada pelo Mónaco nos oitavos de final.

O treinador também é o mesmo desde a estreia em 1998/1999, Arsène Wenger. Se para o Bayern Munique ser “só” semifinalista novamente parece inaceitável, já para o Arsenal ultrapassar a fase de grupos pela 16ª vez consecutiva, e qualificar-se para regressar na próxima época, parece ser suficiente.



O Olympiakos foi das equipas mais activas no mercado de transferências. O treinador é agora Marco Silva, que sucedeu a Vítor Pereira (que nem chegou a treinar o Olympiakos na Liga dos Campeões, apenas na Liga Europa).
E doze dos 22 jogadores do plantel são novos: do plantel anterior sobram Roberto, Elabdellaoui, Siovas, Masuaku, Botía, Maniatis, Domínguez, Kasami, Milivojevic e Fortounis.
Foram contratados Kapino (2M€ ao Mainz), Manuel da Costa (2M€ ao Sivasspor), Vouros, Leandro Salino, Bouchalakis, Pardo (2,5M€ ao Braga), Cambiasso (ao Leicester), Pulido (ao Levadiakos), Finnbogason (à Real Sociedad), Sebá (1,8M€ ao Estoril), Hernâni (1M€ ao FC Porto) e Brown (5,42M€ ao West Bromwich).
Saíram Megyeri, Giannoulis, Felipe Santana, Avlonitis, Ndinga, Afellay, Durmaz, Fuster, Dossevi, Benítez, Mitroglou, Diamantakos e Vergos.

Já é habitual o Olympiakos fazer várias alterações com algum sucesso. Na época passada ganhou os três jogos em casa e lutou até ao último minuto pela qualificação num grupo com o finalista vencido da época anterior (Atlético Madrid) e o futuro finalista vencido (Juventus). E na época anterior conseguiu mesmo qualificar-se à frente do Benfica (que na época anterior tinha sido finalista vencido da Liga Europa e nessa época voltaria a sê-lo).

Esta capacidade do Olympiakos, de dificultar e às vezes até mesmo derrotar finalistas recentes, não fazem dele uma equipa capaz de também atingir finais. Pelo menos nunca o fez, o mais próximo que esteve foi nos quartos de final da Liga dos Campeões em 1998/1999 (e antes disso nos quartos de final da Taça das Taças em 1992/1993).

Mesmo ultrapassar a fase de grupos é historicamente complicado para o Olympiakos, nas 16 participações anteriores só conseguiu fazê-lo em 4 vezes. 4 em 16, 25%, é provavelmente maior que a hipótese que terá de fazê-lo novamente esta época, com adversários como o Bayern Munique e o Arsenal.

O aparentemente acessível Dínamo Zagreb (que o Olympiakos derrotou por 2-0 em casa e empatou 1-1 fora em 1998/1999, a primeira vez que conseguiu mais além) dá-lhes pelo menos a expectativa de ficar em terceiro lugar, e regressar à Liga Europa, para aí tentar ir mais longe contra adversários mais acessíveis.



O Dínamo Zagreb foi a única equipa do grupo que teve de disputar as pré-eliminatórias para se qualificar.
Na primeira empatou em casa por 1-1 contra o Fola, mas depois recuperou e venceu no Luxemburgo por 3-0. Na seguinte voltou a empatar 1-1 em casa, contra o Molde, e depois empatou 3-3 na Noruega, num jogo em que esteve a vencer por 3-0, mas quase perdeu a vantagem enorme que teve (o Molde falhou mesmo dois penalties e marcou o terceiro golo já em inferioridade numérica).
A última eliminatória foi mais calma, desta vez primeiro fora, na Albânia, o Dínamo Zagreb derrotou o Skenderbeu por 2-1, e depois venceu novamente em casa, por 4-1.

Os próximos três adversários serão bem mais difíceis que o Fola, Molde e Skenderbeu.

Qualquer grupo parece ser difícil para o Dínamo Zagreb, o problema é muito mais próprio do que os adversários que tem pela frente.
Na época passada, na Liga Europa contra o Astra Giurgiu, Celtic e FC Salzburgo, não foi capaz de ir mais além. Na época anterior, também na Liga Europa contra Chernomorets Odesa, Ludogorets e PSV Eindhoven, nem sequer conseguiu vencer um único jogo.
Antes disso disputou duas fases de grupos da Liga dos Campeões, onde perdeu onze jogos consecutivos, até finalmente conseguir um empate no 12º.
E antes disso foi eliminado nas fases de grupos da Taça UEFA/Liga Europa durante mais quatro épocas consecutivas.

Se o Dínamo Zagreb conseguisse interromper a série que já vai em 15 jogos seguidos sem vitórias na Liga dos Campeões já seria um sucesso.

O seu jogador mais experiente na Liga dos Campeões é Paulo Machado, com 10 jogos, curiosamente ao serviço do Olympiakos. Além de Paulo Machado, também Ivo Pinto (6 jogos), Pivaric (6) e Ademi (7) têm experiência na Liga dos Campeões, os dois últimos pelo Dínamo Zagreb, são os jogadores que restam da equipa de 2012/2013.

Se a equipa é quase totalmente diferente da de 2011-2013, talvez os resultados também possam ser diferentes (melhores).


Previsão:
1. Bayern Munique
2. Arsenal
3. Olympiakos
4. Dínamo Zagreb


sábado, 7 de março de 2015

Arsenal vs. Mónaco




Resultado da primeira mão: Arsenal 1-3 Mónaco

Odds bwin antes da primeira mão:
Arsenal 1,29 (72%)
Mónaco 3,40 (28%)

Odds bwin após a primeira mão:
Arsenal 5,25 (18%)
Mónaco 1,14 (82%)

O Mónaco conseguiu uma vitória sensasional em Inglaterra contra o Arsenal, e é agora o grande favorito para atingir os quartos de final.
Aos 38 minutos, João Moutinho passou a bola a Kondogbia, e este, com um remate de fora da área, marcou o primeiro golo do jogo. A bola ainda desviou em Mertesacker e enganou Ospina.
Aos 58 minutos, com o Arsenal à procura do golo do empate, Fabinho tirou a bola a Alexis perto da sua área e lançou o contra-ataque com um passe em profundidade para Martial. O Mónaco estava com uma jogada de dois para um, Koscielny tinha de decidir entre parar Martial ou marcar Berbatov, quando estava a meio caminho entre os dois Martial passou a bola a Berbatov que estava sozinho, e este marcou o segundo golo.
No minuto 91, Ozil cruzou da direita, Fabinho cortou de cabeça para a entrada da área, onde Chamberlain evitou Kondogbia e marcou o golo do Arsenal.
1-2 não parecia impossível de reverter na segunda mão, mas o jogo ainda não tinha acabado.
Aos 94 minutos, Chamberlain perdeu a bola para João Moutinho e Ferreira-Carrasco, esta foi parar a Bernardo Silva que lançou Ferreira-Carrasco em profundidade, e este, com um remate cruzado, marcou o terceiro golo! 1-3 era melhor que o 0-2 de poucos minutos antes. Agora o Arsenal teria de marcar três golos na segunda mão ou seria eliminado.




Resultado da segunda mão: Mónaco 0-2 Arsenal

Na segunda mão o Mónaco jogou com Fabinho a lateral direito, Kurzawa a lateral esquerdo, e Toulalan a médio defensivo.
O Arsenal jogou com Monreal a lateral esquerdo.
Aos 34 minutos Giroud recebeu a bola de Welbeck e rematou contra Subasic, mas teve sorte com o ressalto, ficando novamente com a bola mas sem o guarda-redes pela frente, e marcou o primeiro golo.
Aos 79 minutos Monreal cruzou da esquerda, Walcott rematou ao poste, e o ressalto foi parar a Kurzawa, que com um mau alívio colocou a bola nos pés de Ramsey, e este, com um remate cruzado, marcou o segundo golo do Arsenal.
O Arsenal ainda tinha cerca de 15 minutos para marcar o terceiro golo, mas não conseguiu fazê-lo.
O Mónaco não fez um único remate à baliza no segundo jogo, nem precisou. Apenas precisava de não sofrer três golos, e conseguiu.

Depois do Paris Saint-Germain ter eliminado o Chelsea na semana anterior, este foi mais um caso em que uma equipa francesa eliminou uma equipa inglesa, apesar dos gastos astronómicos da equipa inglesa. O Arsenal gastou mais de 100M€ em contratações. O Mónaco gastou apenas 8M€.
Pela quinta época seguida o Arsenal foi eliminado nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Arsène Wenger está à frente da equipa pela 17ª época consecutiva, mas esta não evolui. O Arsenal deve estar satisfeito com os resultados alcançados, caso contrário tentaria mudar. Ou será que não quer mudar porque pensa que a mudança poderá ser para pior?

sábado, 6 de dezembro de 2014

Arsenal



Treinador: Arsène Wenger





Jogador-chave: Alexis



O Arsenal ultrapassou a fase de grupos da Liga dos Campeões pela 15ª época seguida. Apenas o Real Madrid o faz há mais tempo, 18 épocas seguidas.
O primeiro jogo foi contra um adversário habitual nas últimas épocas, o Borussia Dortmund. É a terceira vez que estas equipas estão no mesmo grupo nas últimas quatro épocas. Nos dois jogos fora anteriores o Arsenal tinha conseguido um empate e uma vitória, mas desta vez perdeu por 0-2, e foi inofensivo, fez apenas um remate à baliza.
No entanto, no jogo seguinte, em casa contra o Galatasaray, o Arsenal mostrou o seu poder de fogo, e também a sua eficácia, ao vencer por 4-1, com apenas cinco remates à baliza, jogando os últimos 30 minutos em inferioridade numérica por expulsão de Szczesny.
Se nos últimos 30 minutos do segundo jogo teve apenas de manter uma confortável vantagem, nos últimos 20 minutos do terceiro jogo, na Bélgica contra o Anderlecht, teve de recuperar de uma desvantagem, e conseguiu fazê-lo, com dois golos perto do fim, vencendo por 2-1.
O Arsenal soube manter uma vantagem de três golos contra o Galatasaray, mas não soube fazê-lo contra o Anderlecht na quarta jornada. Esteve a vencer por 3-0, desta vez sem inferioridade numérica, mas sofreu três golos nos últimos 30 minutos, e adiou a qualificação para os oitavos de final para a jornada seguinte.
Só precisava de um empate contra o Borussia Dortmund para garantir a qualificação, mas fez melhor que isso, venceu por 2-0, e deixou ainda em aberto a possibilidade de subir ao primeiro lugar do Grupo D: precisa de vencer o Galatasaray no último jogo e esperar que o Borussia Dortmund perca em casa contra o Anderlecht, ou então que empate com o Anderlecht mas nesse caso o Arsenal teria de vencer o Galatasaray por pelo menos seis golos de diferença!
O jogador-chave foi Alexis, autor do único golo no playoff contra o Besiktas que deu o acesso à fase de grupos, onde marcou mais três golos em cinco jogos, tantos quantos os que marcou pelo Barcelona nas três épocas anteriores em 20 jogos.