O Feyenoord qualificou-se para os dezasseis avos de final da
Liga Europa.
O início de época foi complicado: começou por ser eliminado pelo
Besiktas nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, caindo para a Liga Europa,
onde ainda teve de disputar mais uma pré-eliminatória para chegar à fase de
grupos, contra o Zorya.
Após empatar o primeiro jogo na Ucrânia, 1-1, o Feyenoord
esteve a vencer em casa por 3-0, mas permitiu que o Zorya recuperasse para 3-3,
resultado que eliminaria o Feyenoord. No entanto, um golo de Manu nos últimos
instantes deu a vitória e a qualificação ao Feyenoord.
Na fase de grupos, começou com uma derrota em Espanha,
contra o Sevilha, por 0-2. Seguiu-se uma vitória em casa contra o Standard
Liège, por 2-1.
No terceiro jogo, na Croácia contra o Rijeka, perdeu por
1-3. Duas semanas depois, novamente contra o Rijeka, em casa, venceu por 2-0.
Ao fim de quatro jornadas o Feyenoord estava em segundo
lugar no Grupo G, com seis pontos, menos dois que o líder Sevilha, e mais dois
que o Rijeka e o Standard Liège.
No próximo jogo, em casa contra o Sevilha, o Feyenoord
poderia subir ao primeiro lugar se vencesse, mas o Sevilha seria um adversário
mais difícil que os outros dois.
O Feyenoord venceu por 2-0, subiu ao primeiro lugar do
grupo, e como no outro jogo do grupo o Standard Liège não venceu, garantiu a qualificação
para os dezasseis avos de final.
O jogador-chave foi Toornstra, com dois golos e uma
assistência.
A última vez que o Feyenoord atingiu os dezasseis avos de
final foi em 2004/2005, onde foi eliminado pelo Sporting. Desde então disputou
mais duas fases de grupos até esta época, mas em 2006/2007 apesar de ter
terminado em posição de qualificação foi eliminado devido a distúrbios dos seus
adeptos, e em 2008/2009 perdeu todos os jogos. Apesar de ainda estar longe da
equipa que venceu a Taça UEFA em 2001/2002, esta já é a melhor época do
Feyenoord nos últimos 10 anos.
Comparando com as meias-finais o Brasil jogou com Thiago
Silva em vez de Dante, Maxwell a defesa esquerdo, Paulinho em vez de
Fernandinho, Ramires em vez de Hulk, Willian em vez de Bernard, e Jô a
ponta-de-lança.
A Holanda, comparando com as meias-finais, jogou com Clasie
em vez de Nigel De Jong e De Guzmán em vez de Sneijder.
Logo aos 3 minutos, Robben ganhou uma bola de cabeça a David
Luiz no meio-campo, Van Persie aguentou o choque com Thiago Silva e lançou
Robben em profundidade, e este foi puxado por Thiago Silva ainda fora da área.
Ainda assim o árbitro Djamel Haimoudi marcou penalty.
Na conversão, Van Persie marcou o primeiro golo do jogo, e o
seu quarto golo no Mundial 2014.
Aos 17 minutos Robben lançou De Guzmán em profundidade na
direita, este cruzou para a área onde David Luiz fez um péssimo corte,
colocando de cabeça a bola nos pés de Blind, que marcou o segundo golo.
No último minuto, novo lançamento em profundidade de Robben
na direita, desta vez para Janmaat, que cruzou a bola para o centro da área
onde Wijnaldum marcou o terceiro golo.
O herói do jogo foi Robben, apesar de não ter marcado nenhum
golo nem ter feito nenhuma assistência, foi fundamental nos tês golos da
Holanda.
O vilão foi David Luiz, péssimo a defender, que é a sua
principal função.
A Holanda ficou em terceiro lugar, pior que em 2010 quando
ficou em segundo, mas ainda assim foi um excelente Campeonato do Mundo para a
Holanda, que não tinha expectativas de chegar tão longe. Ao derrotar a Espanha
por 5-1 logo no primeiro jogo tudo mudou, e recuperou a confiança de 2010,
perdida no Euro 2012 quando perdeu os três jogos.
Já o Brasil tinha expectativas de ser campeão do Mundo, tudo
estava a correr bem até à meia-final, onde sem Neymar nem Thiago Silva, e sem
muito mais do que isso, foi esmagado. Nem sequer conseguiu redimir-se
derrotando a Holanda e ficando com o terceiro lugar, voltando a perder.
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1934 - Oitavos de Final
1938 - Oitavos de Final
1974 - Finalista vencido
1978 - Finalista vencido
1990 - Oitavos de Final
1994 - Quartos de Final
1998 - 4º lugar
2006 - Oitavos de Final
2010 - Finalista vencido
Treinador: Loius Van Gaal
Equipa-tipo: Cillessen; Janmaat, Martins Indi, Vlaar e Blind; Nigel De Jong, Sneijder e Clasie; Robben, Van Persie e Lens
A última vez que a Holanda falhou a qualificação para um
Campeonato do Mundo foi para o Mundial 2002. O treinador era Louis Van Gaal.
Agora ele está de volta, e desta vez conseguiu
qualificar-se. Com nove vitórias e apenas um empate, a Holanda foi a melhor
equipa na zona de qualificação europeia – a Alemanha também conseguiu nove
vitórias e um empate mas com pior diferença de golos.
A Holanda também teve uma qualificação impressionante para o
Euro 2012 (nove vitórias e uma derrota) e depois perdeu todos os jogos na fase
final. Um bom desempenho na fase de qualificação não implica um bom desempenho
na fase final, assim como uma qualificação sofrível não implica uma fase final
desastrosa.
Parece, no entanto, que estes jogadores são suficientemente
bons para vencer equipas como a Roménia, Hungria ou Turquia, mas não serão
suficientemente bons para vencer equipas melhores.
Os 23 convocados são os guarda-redes Cillessen, Vorm e Krul, os defesas Janmaat, Martins Indi, Vlaar, Blind, Verhaegh, Veltman, De Vrij e Kongolo, os
médios Nigel De Jong, Sneijder, Clasie, De Guzmán, Fer e Wijnaldum, e os avançados Robben,
Van Persie, Lens, Kuyt, Huntelaar e Depay.
Ao contrário da Espanha, que traz 16 dos campeões do Mundo
de 2010, a Holanda só traz 7 dos vice-campeões de 2010: Vorm (2º Mundial, suplente
não utilizado em 2010), Nigel De Jong (2º Mundial), Sneijder (3º Mundial), Van
Persie (3º Mundial), Robben (3º Mundial), Kuyt (3º Mundial) e Huntelaar (2º
Mundial).
O primeiro adversário será o último de 2010, a Espanha,
contra a qual perdeu 0-1. Nunca jogou contra os outros dois adversários do
Grupo B, Austrália e Chile, em Campeonatos do Mundo anteriores.