sábado, 6 de dezembro de 2014

Anderlecht



Treinador: Besnik Hasi





Jogador-chave: Mbemba



O Anderlecht não conseguiu ultrapassar a fase de grupos da Liga dos Campeões pela décima vez, em onze participações.
No entanto, conseguiu não terminar em último lugar, o que não tinha sido capaz de fazer em nenhuma das outras vezes em que não ultrapassou a fase de grupos.
Começou com um empate na Turquia contra o Galatasaray. Podia ter sido melhor, o Galatasaray só conseguiu marcar o golo do empate já perto do fim, mas ainda assim, um ponto já igualava o resultado da época anterior, onde o Anderlecht conseguiu apenas um ponto em seis jogos.
Seguiu-se uma derrota em casa contra o Borussia Dortmund, por 0-3. Na época anterior o Anderlecht também tinha perdido o segundo jogo, em casa, por 0-3, contra o Olympiakos.
O terceiro jogo foi mais equilibrado, mas o Anderlecht voltou a ser incapaz de manter uma vantagem, acabando por perder por 1-2 contra o Arsenal com dois golos sofridos nos últimos minutos.
No entanto, duas semanas depois foi o Anderlecht que recuperou de uma grande desvantagem de três golos para empatar 3-3 em Inglaterra contra o Arsenal.  Era o segundo ponto conquistado, o dobro da época anterior, mas era também o 12º jogo consecutivo do Anderlecht sem vencer na Liga dos Campeões, igualando o recorde de 2003-2005.
Em 2003-2005 foram mesmo 12 derrotas seguidas, desta vez foram quatro empates e oito derrotas.
Se vencesse o jogo seguinte, em casa contra o Galatasaray, o Anderlecht interromperia esta série de 12 jogos sem vencer, e garantiria pelo menos o terceiro lugar do Grupo D, e talvez ainda a hipótese de chegar ao segundo lugar se o Arsenal perdesse contra o Borussia Dortmund.
O Arsenal venceu o Borussia Dortmund, mas o Anderlecht também venceu o Galatasaray por 2-0 e garantiu o terceiro lugar.
O jogador-chave foi Mbemba, marcador dos dois golos contra o Galatasaray.
O Anderlecht irá disputar os dezasseis avos de final da Liga Europa, que não foi capaz de ultrapassar em 2012 e 2011, eliminado por AZ Alkmaar e Ajax respetivamente, mas onde conseguiu eliminar o Athletic Bilbau em 2010. Em princípio não sobreviverá por muito tempo na Liga Europa, mas se conseguiu pela primeira vez desde 2000 não terminar em último no grupo da Liga dos Campeões, talvez também consiga também atingir os quartos de final, o que não acontece desde 1997.

Arsenal



Treinador: Arsène Wenger





Jogador-chave: Alexis



O Arsenal ultrapassou a fase de grupos da Liga dos Campeões pela 15ª época seguida. Apenas o Real Madrid o faz há mais tempo, 18 épocas seguidas.
O primeiro jogo foi contra um adversário habitual nas últimas épocas, o Borussia Dortmund. É a terceira vez que estas equipas estão no mesmo grupo nas últimas quatro épocas. Nos dois jogos fora anteriores o Arsenal tinha conseguido um empate e uma vitória, mas desta vez perdeu por 0-2, e foi inofensivo, fez apenas um remate à baliza.
No entanto, no jogo seguinte, em casa contra o Galatasaray, o Arsenal mostrou o seu poder de fogo, e também a sua eficácia, ao vencer por 4-1, com apenas cinco remates à baliza, jogando os últimos 30 minutos em inferioridade numérica por expulsão de Szczesny.
Se nos últimos 30 minutos do segundo jogo teve apenas de manter uma confortável vantagem, nos últimos 20 minutos do terceiro jogo, na Bélgica contra o Anderlecht, teve de recuperar de uma desvantagem, e conseguiu fazê-lo, com dois golos perto do fim, vencendo por 2-1.
O Arsenal soube manter uma vantagem de três golos contra o Galatasaray, mas não soube fazê-lo contra o Anderlecht na quarta jornada. Esteve a vencer por 3-0, desta vez sem inferioridade numérica, mas sofreu três golos nos últimos 30 minutos, e adiou a qualificação para os oitavos de final para a jornada seguinte.
Só precisava de um empate contra o Borussia Dortmund para garantir a qualificação, mas fez melhor que isso, venceu por 2-0, e deixou ainda em aberto a possibilidade de subir ao primeiro lugar do Grupo D: precisa de vencer o Galatasaray no último jogo e esperar que o Borussia Dortmund perca em casa contra o Anderlecht, ou então que empate com o Anderlecht mas nesse caso o Arsenal teria de vencer o Galatasaray por pelo menos seis golos de diferença!
O jogador-chave foi Alexis, autor do único golo no playoff contra o Besiktas que deu o acesso à fase de grupos, onde marcou mais três golos em cinco jogos, tantos quantos os que marcou pelo Barcelona nas três épocas anteriores em 20 jogos.

Benfica



Treinador: Jorge Jesus





Jogador-chave: Maxi Pereira



O Benfica foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões.
Não atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões já se tornou habitual para o Benfica, esta é a quarta vez nas últimas cinco épocas que não consegue fazê-lo. No entanto, das outras vezes terminou sempre em terceiro lugar e depois redimiu-se com boas campanhas na Liga Europa (semifinalista em 2011, e finalista vencido em 2013 e 2014). Desta vez nem sequer conseguiu ficar em terceiro lugar, ficará em último.
A Liga dos Campeões começou logo muito mal para o Benfica, que no primeiro jogo, em casa contra o Zenit, ao fim de 22 minutos já estava em inferioridade numérica e a perder por 0-2.
No segundo jogo, na Alemanha contra o Bayer Leverkusen, perdeu novamente, ao fim de 34 minutos já estava a perder por 0-2, num jogo em que fez apenas um remate à baliza, e marcou, por Salvio, mas dois minutos depois o Bayer Leverkusen marcou novamente e o Benfica perdeu por 1-3.
No terceiro jogo, em França contra o Mónaco, conseguiu o primeiro ponto, e conseguiu pela primeira vez não sofrer golos, num empate 0-0. No entanto, continuava em último lugar do Grupo C, com cinco pontos de atraso para o Bayer Leverkusen, quatro de atraso para o Mónaco e três de atraso para o Zenit.
Duas semanas depois, em casa contra o Mónaco, conseguiu finalmente vencer um jogo, por 1-0, e como o Zenit perdeu contra o Bayer Leverkusen, ficou com os mesmos pontos do Zenit, e apenas a um ponto do Mónaco.
Era necessário vencer o jogo seguinte para ultrapassar o Zenit, mas perdeu novamente, desta vez por 0-1, e horas depois, com a vitória do Mónaco na Alemanha, perdeu também a hipótese de ainda chegar ao terceiro lugar.
O Benfica terá de vencer o último jogo para evitar que esta seja a pior participação de sempre em termos de pontos: em 2010/2011 conseguiu apenas seis, suficientes para terminar em terceiro lugar, desta vez mesmo com sete será último.

Bayer Leverkusen



Treinador: Roger Schmidt





Jogador-chave: Son Heung-Min



Como é habitual, o Bayer Leverkusen ultrapassou a fase de grupos.
O primeiro jogo não indicava que conseguiria fazê-lo com tanta facilidade. Perdeu em França contra o Mónaco por 0-1, num jogo em que o Mónaco fez apenas um remate à baliza.
Na segunda jornada o adversário era o Benfica, outra equipa que também tinha perdido o primeiro jogo. O Bayer Leverkusen venceu por 3-1 e aproximou-se das outras equipas do Grupo C, que empataram no outro jogo.
No jogo seguinte o Bayer Leverkusen conseguiu ultrapassá-las e subir ao primeiro lugar, com uma vitória em casa contra o Zenit por 2-0, e um empate no outro jogo. E na quarta jornada derrotou novamente o Zenit, desta vez na Rússia por 2-1, e além de aumentar em mais três pontos a vantagem sobre o Zenit, também ganhou três pontos ao Mónaco que perdeu em Portugal.
O jogador-chave foi Son Heung-Min, que marcou um golo e fez uma assistência na vitória contra o Benfica, e marcou os dois golos da vitória na Rússia.
No fim da quarta jornada o Bayer Leverkusen liderava o Grupo C com nove pontos, quatro de avanço sobre o Mónaco, cinco de avanço sobre o Zenit e cinco de avanço sobre o Benfica.
Se o Benfica não ganhasse na Rússia o Bayer Leverkusen já estaria qualificado antes de jogar o seu quinto jogo, e foi precisamente isso que aconteceu.
Já qualificado, o Bayer Leverkusen voltou a perder contra o Mónaco, novamente por 0-1, num jogo em que o Mónaco voltou a fazer apenas um remate à baliza.
O Bayer Leverkusen ainda não garantiu o primeiro lugar do grupo, até pode perdê-lo se empatar em Portugal e o Mónaco derrotar o Zenit, ou se perder em Portugal.

Atlético Madrid



Treinador: Diego Simeone





Jogador-chave:



O Atlético Madrid qualificou-se para os oitavos de final pela segunda época seguida.
A época anterior foi extraordinária, quase perfeita – conseguiu atingir a final sem perder nenhum jogo, e na final esteve a poucos segundos de vencer mas sofreu um golo que levou o jogo para prolongamento, onde acabou por perder 1-4.
Desta vez começou logo por perder o primeiro jogo, por 2-3 na Grécia, num jogo em que o Olympiakos fez apenas quatro remates à baliza. Para o segundo jogo trocou de guarda-redes, saiu Oblak e entrou Moyà, e os bons resultados regressaram.
Começou por vencer em casa a Juventus por 1-0, num jogo em que Moyà nem sequer foi testado, porque a Juventus não fez nenhum remate à baliza. Seguiu-se uma vitória por 5-0 em casa contra o Malmo, que é a maior vitória do Atlético Madrid na história da Liga dos Campeões. Duas semanas depois derrotaram novamente o Malmo na Suécia, desta vez por 2-0.
Finalmente, no quinto jogo vingaram-se da derrota inicial contra o Olympiakos, vencendo-os em Espanha por 4-0, e garantindo a qualificação para os oitavos de final.
Moyà não sofreu nenhum golo em quatro jogos, e Mandzukic marcou cinco golos em cinco jogo, mas o jogador-chave foi Koke, com dois golos e quatro assistências.
O Atlético Madrid ainda não garantiu o primeiro lugar do Grupo A, para o fazer não poderá perder por mais de um golo de diferença contra a Juventus em Itália.