Comparando com a terceira jornada, a Colômbia jogou com
Zúñiga a lateral direito, Zapata e Yepes a defesas centrais, Aguilar e Carlos
Sánchez a médios centro, James Rodríguez a médio esquerdo, e Teófilo Gutiérrez
a ponta-de-lança em vez de Adrián Ramos. Apenas Ospina, Armero, Cuadrado e
Jackson Martínez mantiveram a titularidade.
O Uruguai jogou em 5-3-2, com Maxi Pereira a jogar em vez de
Lodeiro, e Forlán no ataque em vez do suspenso Suárez (que apanhou nove jogos
de suspensão por ter mordido Chiellini no jogo anterior).
Aos 28 minutos, Aguilar levantou a bola para Jackson
Martínez, Álvaro Pereira cortou-a de cabeça mas esta voltou a Aguilar, que a
cabeceou para James Rodríguez, este dominou-a no peito e, à entrada da área com
o pé esquerdo, marcou o golo da Colômbia. Muslera ainda tocou na bola e esta
bateu na trave e entrou.
Entre o levantar de bola de Aguilar e ela bater na trave e
cair depois do remate de James Rodríguez, a bola nunca tocou no chão!
Aos 50 minutos Teófilo Gutiérrez transportou a bola na
direita, passou-a a Jackson Martínez no meio, este passou-a a Armero na
esquerda, que a cruzou para o segundo poste onde Cuadrado a cabeceou para o
meio, e James Rodríguez finalizou a jogada dentro da pequena área.
Uma grande jogada de equipa, com James Rodríguez a dar o
toque final, isolando-se na lista dos melhores marcadores com 5 golos.
A tática defensiva do Uruguai não estava a funcionar, por
isso aos 53 minutos mudou para 4-3-3 com as saídas de Álvaro Pereira e Forlán e
as entradas de Ramírez e Stuani. Mas já era tarde demais, e nem assim o Uruguai
conseguiu marcar.
O herói do jogo foi James Rodríguez. É, até agora, o melhor
marcador e o melhor jogador do Mundial 2014.
José Pekerman está de novo nos quartos de final, tal como em
2006, onde irá defrontar novamente o país organizador. Em 2006 foi eliminado
nos penalties, será que desta vez consegue atingir as meias finais?
Comparando com a primeira jornada, a Colômbia jogou com a
mesma equipa.
A Costa do Marfim, comparando com a primeira jornada, jogou
com Gradel em vez de Salomon Kalou.
Aos 64 minutos, Cuadrado marcou um pontapé de canto na
esquerda, e James Rodríguez ganhou de cabeça a disputa com Drogba para fazer o
primeiro golo da Colômbia!
Aos 70 minutos, James Rodríguez tirou a bola a Serey Die e a
Colômbia lançou um rápido contra-ataque, com Teófilo Gutiérrez a passar a
Quintero na direita e este rematou de pé esquerdo, fora do alcance de Barry,
fazendo o segundo golo da Colômbia e o seu primeiro no Mundial 2014.
Aos 73 minutos, Gervinho recebeu a bola de Boka na esquerda,
passou entre Armero e Aguilar, depois com uma finta deixou Carlos Sánchez
sentado no chão, e rematou para dentro da baliza de Ospina, que sofreu assim o
seu primeiro golo no Mundial 2014. Um grande golo, insuficiente para evitar a
derrota da Costa do Marfim.
O herói do jogo foi James Rodríguez, com um golo de cabeça
(o jogo aéreo supostamente não é um dos seus pontos fortes), e uma recuperação
de bola que originou o segundo golo.
O vilão foi Serey Die – pode emocionar-se ao ouvir o hino
nacional, mas o facto é que com ele em campo, no jogo anterior e agora neste, a
Costa do Marfim sofre golos e não marca, e quando ele sai a Costa do Marfim
marca golos e não sofre. Mais que apenas uma coincidência, foi a sua perda de
bola que causou o segundo golo da Colômbia.
Tal como em 2006 pela Argentina, José Pekerman voltou a derrotar a Costa do Marfim por 2-1. A Colômbia ficava agora a aguardar pelo resultado do Japão vs. Grécia, para saber se já estava qualificada ao fim de duas jornadas – precisava que o Japão não vencesse a Grécia.
Ainda nem sequer estava concluída a primeira jornada,
faltava disputar o Rússia vs. Coreia do Sul do Grupo H, mas já se estava a
jogar um jogo da segunda jornada, o Brasil vs. México.
Comparando com a primeira jornada, o Brasil jogou com
Ramires em vez de Hulk.
O México jogou com a mesma equipa da primeira jornada.
As duas equipas tiveram oportunidades de golo, mas nenhuma
conseguiu marcar. Desta vez o México não teve golos mal anulados, e o Brasil
não beneficiou de penalties duvidosos.
Thiago Silva poderia ter sido expulso aos 79 minutos por
derrubar Javier Hernández, mas o árbitro Cuneyt Çakir mostrou-lhe apenas o
cartão amarelo.
O herói do jogo foi o guarda-redes Ochoa, que fez várias
defesas e continua sem sofrer golos no Mundial 2014. Está lançado o desafio a
Ospina, Lloris, Alireza Haghighi, Enyeama e Neuer, os outros guarda-redes que
também não sofreram golos na primeira jornada, para continuarem sem sofrer
golos no próximo jogo, tal como Ochoa.
Há cerca de um ano, na Taça das Confederações, o Brasil derrotou
o México por 2-0. Um ano depois, praticamente o mesmo Brasil não conseguiu vencer
novamente. Foi a primeira vez que o Brasil não conseguiu derrotar o México em
Campeonatos do Mundo.
Já o México mudou bastante desde a Taça das Confederações -
mudou de treinador (há um ano o treinador era José Manuel de la Torre), mudou
de tática (jogava em 4-4-2), e mudou de jogadores: Só os dois defesas centrais
Rodríguez e Héctor Moreno se mantêm (agora ajudados por Márquez num trio de
defesas centrais), e ainda o médio Guardado e o avançado Giovani. Javier
Hernández foi titular há um ano e agora é suplente de Peralta, Salcido foi
titular no meio-campo há um ano e agora é suplente, o guarda-redes Corona foi
titular e agora é suplente… e os dois laterais Mier e Nilo e os médios Flores e
Torrado, que foram titulares há um ano, agora nem sequer fazem parte da equipa.
As alterações de Miguel Herrera foram passar a jogar em
5-3-2, Ochoa a guarda-redes, Aguilar e Layún como laterais, Márquez como
terceiro central, Vázquez e Herrera a jogarem no meio-campo com Guardado, e
Peralta a titular em vez de Javier Hernández.
Com 4 pontos cada, quer o Brasil quer o México só precisam
de empatar o último jogo para se qualificarem para os oitavos de final.
A Colômbia jogou em 4-2-3-1, com Zapata a defesa central em
vez de Valdés, e Ibarbo a médio esquerdo em vez de Bacca.
A Grécia jogou com Manolas a defesa central e Katsouranis a
médio defensivo em vez de Tziolis, Kone a médio ofensivo, e Gekas a
ponta-de-lança.
A Colômbia marcou logo aos 5 minutos: Cuadrado fintou
Holenbas na direita e cruzou para a área, James Rodríguez fez um movimento para
receber a bola arrastando a marcação de Maniatis mas deixou-a passar para Armero,
que perto da marca de penalty rematou para dentro da baliza de Karnezis. A bola
ainda desviou em Manolas.
Na segunda parte, aos 58 minutos, James Rodríguez marcou um
pontapé de canto na direita, Aguilar ganhou a disputa de bola no primeiro poste
a Samaras e depois Teófilo Gutiérrez foi mais rápido a reagir que Holebas e
Karnezis, marcando o segundo golo da Colômbia.
A Grécia teve uma excelente oportunidade para reduzir a
desvantagem poucos minutos depois, mas Gekas cabeceou à barra um cruzamento da
direita de Torosidis. Depois desta jogada foi substituído por Mitroglou.
Nos últimos minutos, Cuadrado conduziu um ataque rápido pela
direita, combinou com Zúñiga e fez um passe de costas para James Rodríguez, que
marcou o terceiro golo da Colômbia.
O herói do jogo foi Cuadrado, com duas assistências.
O vilão foi Holebas: o primeiro e o terceiro aconteceram no
corredor que ele estava a defender, e no segundo não reagiu ao desvio de
Aguilar, ao contrário de Teófilo Gutiérrez.
Esta foi a maior vitória de sempre da Colômbia em Campeonatos do Mundo – maior que o 2-0 contra os EAU em 1990 e também 2-0 contra a Suíça em 1994.
O México jogou com Ochoa a guarda-redes, Héctor Moreno no
trio de defesas centrais em vez de Reyes, Layún a defesa esquerdo, Guardado a
médio em vez de Peña, e Giovani no ataque em vez de Javier Hernández.
Os Camarões jogaram com Djeugoué a defesa direito, Mbia no
meio-campo em vez de Makoun, e Choupo-Moting no ataque em vez de Webó.
Aos 11 minutos, na sequência de um lançamento lateral na
direita, Herrera recebeu a bola de Aguilar e cruzou-a para Giovani, que com
espaço entre Djeugoué e N’Koulou rematou para dentro da baliza de Itanjde. No
entanto, o golo foi mal anulado, por fora de jogo.
Aos 29 minutos, pontapé de canto marcado na esquerda por
Layún, a bola desvia na cabeça de Choupo-Moting e chega ao segundo poste, onde
Giovani a cabeceia para dentro da baliza. Golo novamente mal anulado, por fora
de jogo.
Giovani já podia ter alcançado Neymar na lista dos melhores
marcadores, mas assim continuava sem nenhum.
Aos 61 minutos, o México conseguiu finalmente ter um golo
validado: Herrera, numa combinação com Peralta, passou por três jogadores
camaroneses e assistiu Giovani, que tinha espaço novamente entre N’Koulou e o
lateral direito Nounkeu, entrado na segunda parte para o lugar de Djeugoué; o
remate de Giovani foi defendido por Itanjde, mas na recarga Peralta, que acompanhou
o ataque, marcou o golo com o pé esquerdo.
O herói do jogo acaba por ser Peralta, o autor do único golo
validado. Poderia ter sido Giovani se os seus dois golos não tivessem sido
anulados.
O vilão foi o árbitro Wilmar Roldán, que anulou dois golos
ao México por foras de jogo inexistentes. Se o México não tivesse conseguido
marcar um terceiro golo as consequências poderiam ter sido muito mais graves, e
o México ainda pode vir a precisar desses dois golos mal anulados mais tarde.
Podem ser a diferença entre, por exemplo, ter de vencer a Croácia na última jornada,
por ter o mesmo número de pontos mas pior diferença de golos, ou precisar
apenas de um empate.
O México finalmente venceu uma equipa africana em
Campeonatos do Mundo, depois da derrota por 1-3 conta a Tunísia em 1978 e dos empates
0-0 contra Angola em 2006 e 1-1 contra a África do Sul em 2010.
Liga:
1. Argentina 32 pontos
2. Colômbia 30
3. Chile 28
4. Equador 25
5. Uruguai 25
6. Venezuela 20
7. Peru 15
8. Bolívia 12
9. Paraguai 12
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1962 - Fase de Grupos
1990 - Oitavos de Final
1994 - Fase de Grupos
1998 - Fase de Grupos
Treinador: José Pekerman
Equipa-tipo: Ospina; Zúñiga, Valdés, Yepes e Armero; Cuadrado, Carlos Sánchez, Aguilar e James Rodríguez; Bacca e Teófilo Gutiérrez
Dezasseis anos depois a Colômbia está de volta ao Campeonato
do Mundo. Excluindo a estreante Bósnia, de todos os participantes no Mundial
2014 a Colômbia é aquele que esteve ausente por mais tempo.
Leonel Álvarez foi quem começou a qualificação, mas em três
jogos conseguiu apenas quatro pontos e foi despedido.
O novo treinador, José Pekerman, compensa a inexperiência
dos seus jogadores em Campeonatos do Mundo. A Colômbia será a equipa mais
inexperiente do Grupo C, e a segunda mais inexperiente do Mundial 2014, apenas
acima da Bósnia. No entanto, é a única equipa do Grupo C cujo treinador tem
experiência em Mundiais, tendo comandado a Argentina até aos quartos de final
em 2006.
Também é a única equipa com um jogador que esteve no Mundial
1994, o guarda-redes de 42 anos, Mondragón,
que foi suplente não utilizado em 1994 e titular em 1998. Comparado com
Mondragón, o capitão Yepes, de 38
anos, é um jovem.
Os restantes convocados são os guarda-redes Ospina e Vargas, os defesas Zúñiga,
Valdés, Armero, Santiago Arias, Zapata e Balanta, os médios Cuadrado,
Carlos Sánchez, Aguilar, James Rodríguez, Carbonero, Guarín, Mejía e Juan Quintero, e os avançados Bacca, Teófilo Gutiérrez, Jackson
Martínez, Adrián Ramos e Ibarbo.
A Colômbia nunca defrontou os seus adversários do Grupo C -
Grécia, Costa do Marfim e Japão – em Campeonatos do Mundo anteriores. No
entanto, derrotou o Japão na Taça das Confederações em 2003, por 1-0.
Playoff:
México 5-1 Nova Zelândia
Nova Zelândia 2-4 México
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1930 - Fase de Grupos
1950 - Fase de Grupos
1954 - Fase de Grupos
1958 - Fase de Grupos
1962 - Fase de Grupos
1966 - Fase de Grupos
1970 - Quartos de Final
1978 - Fase de Grupos
1986 - Quartos de Final
1994 - Oitavos de Final
1998 - Oitavos de Final
2002 - Oitavos de Final
2006 - Oitavos de Final
2010 - Oitavos de Final
Treinador: Miguel Herrera
Equipa-tipo: Ochoa; Aguilar, Reyes, Márquez, Rodríguez e Guardado; Vázquez, Herrera e Peña; Javier Hernández e Peralta
O México qualificou-se para o Mundial 2014, mas não foi a
potência que costuma ser na CONCACAF. Terminou apenas em quarto lugar no
Hexagonal, atrás dos EUA, Costa Rica e Honduras. E até o quarto lugar, que dava
uma última oportunidade de chegar ao Mundial num playoff contra a Nova
Zelândia, esteve em risco até aos últimos momentos!
Com o México a perder contra a Costa Rica, o Panamá ficaria
com o quarto lugar se derrotasse os EUA. A sete minutos do fim o Panamá estava
a vencer, e os EUA não jogavam com vários dos seus melhores jogadores, nem sequer
tinham algo pelo qual lutar neste jogo, já tinham conseguido a qualificação e o
primeiro lugar.
No entanto, os EUA marcaram dois golos nos últimos minutos,
e o México evitou a humilhação maior de não se qualificar – mas não evitou a
vergonha de se ter qualificado nestas circunstâncias.
Víctor Manuel Vucetich foi despedido após esta derrota
contra Costa Rica, e foi Miguel Herrera que dirigiu a equipa no playoff contra
a Nova Zelândia. Antes, já José Manuel de la Torre tinha sido despedido após perder
em casa contra as Honduras na sétima jornada, e Luis Fernando Tena também foi
despedido depois de perder o jogo seguinte contra os EUA.
Miguel Herrera venceu os dois jogos contra a Nova Zelândia,
para os quais não convocou os jogadores que jogam na Europa.
O México será das equipas mais imprevisíveis no Mundial 2014
– Miguel Herrera não usará a mesma equipa que jogou contra a Nova Zelândia (até
porque o guarda-redes Muñoz e o defesa Valenzuela, titulares contra a Nova
Zelândia, agora não foram convocados), e nos três jogos amigáveis que se
seguiram apenas o capitão Márquez foi sempre titular.
Ao anunciar a convocatória, Miguel Herrera disse que a
ordenação era por posição e alfabética, não sendo assim possível deduzir
qualquer hierarquia entre os convocados:
Médios: Aquino, Brizuela,
Fabián, Herrera, Peña, Ponce e Vázquez
Avançados: Giovani,
Javier Hernández, Raúl Jiménez, Peralta e Pulido
Este será o quarto Mundial para Márquez, o terceiro para
Ochoa (suplente não utilizado nos dois anteriores), Rodríguez, Salcido e
Guardado, e o segundo para Corona (suplente não utilizado em 2006), Aguilar,
Héctor Moreno, Giovani e Javier Hernández.
Longe vão os tempos em que o México era o saco de pancada
dos Mundiais. Nos últimos cinco, atingiu sempre os oitavos de final, mas nunca
conseguiu ir mais além. Apenas nos dois Mundiais que organizou, em 1970 e 1986,
conseguiu atingir os quartos de final. Será que consegue antingir os quartos de
final sem ser o anfitrião? Mas primeiro, será que consegue atingir os oitavos
de final pela sexta vez consecutiva?
O México perdeu sempre contra o Brasil em Campeonatos do
Mundo (0-4 em 1950, 0-5 em 1954 e 0-2 em 1962), no entanto, é o Brasil que não
tem grandes recordações de jogadores como Corona, Salcido, Reyes, Aquino, Herrera,
Ponce, Fabián, Raúl Jiménez, Giovani, e principalmente Peralta, que em 2012
conquistaram o ouro olímpico, enquanto o Brasil teve de se contentar com a
prata.
O México derrotou a Croácia em 2002 por 1-0, e nunca
defrontou os Camarões.