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terça-feira, 1 de julho de 2014

Colômbia 2-0 Uruguai

Comparando com a terceira jornada, a Colômbia jogou com Zúñiga a lateral direito, Zapata e Yepes a defesas centrais, Aguilar e Carlos Sánchez a médios centro, James Rodríguez a médio esquerdo, e Teófilo Gutiérrez a ponta-de-lança em vez de Adrián Ramos. Apenas Ospina, Armero, Cuadrado e Jackson Martínez mantiveram a titularidade.



O Uruguai jogou em 5-3-2, com Maxi Pereira a jogar em vez de Lodeiro, e Forlán no ataque em vez do suspenso Suárez (que apanhou nove jogos de suspensão por ter mordido Chiellini no jogo anterior).


Aos 28 minutos, Aguilar levantou a bola para Jackson Martínez, Álvaro Pereira cortou-a de cabeça mas esta voltou a Aguilar, que a cabeceou para James Rodríguez, este dominou-a no peito e, à entrada da área com o pé esquerdo, marcou o golo da Colômbia. Muslera ainda tocou na bola e esta bateu na trave e entrou.


Entre o levantar de bola de Aguilar e ela bater na trave e cair depois do remate de James Rodríguez, a bola nunca tocou no chão!

Aos 50 minutos Teófilo Gutiérrez transportou a bola na direita, passou-a a Jackson Martínez no meio, este passou-a a Armero na esquerda, que a cruzou para o segundo poste onde Cuadrado a cabeceou para o meio, e James Rodríguez finalizou a jogada dentro da pequena área.


Uma grande jogada de equipa, com James Rodríguez a dar o toque final, isolando-se na lista dos melhores marcadores com 5 golos.

A tática defensiva do Uruguai não estava a funcionar, por isso aos 53 minutos mudou para 4-3-3 com as saídas de Álvaro Pereira e Forlán e as entradas de Ramírez e Stuani. Mas já era tarde demais, e nem assim o Uruguai conseguiu marcar.


O herói do jogo foi James Rodríguez. É, até agora, o melhor marcador e o melhor jogador do Mundial 2014.


José Pekerman está de novo nos quartos de final, tal como em 2006, onde irá defrontar novamente o país organizador. Em 2006 foi eliminado nos penalties, será que desta vez consegue atingir as meias finais?

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Colômbia 2-1 Costa do Marfim

Comparando com a primeira jornada, a Colômbia jogou com a mesma equipa.



A Costa do Marfim, comparando com a primeira jornada, jogou com Gradel em vez de Salomon Kalou.



Aos 64 minutos, Cuadrado marcou um pontapé de canto na esquerda, e James Rodríguez ganhou de cabeça a disputa com Drogba para fazer o primeiro golo da Colômbia!



Aos 70 minutos, James Rodríguez tirou a bola a Serey Die e a Colômbia lançou um rápido contra-ataque, com Teófilo Gutiérrez a passar a Quintero na direita e este rematou de pé esquerdo, fora do alcance de Barry, fazendo o segundo golo da Colômbia e o seu primeiro no Mundial 2014.



Aos 73 minutos, Gervinho recebeu a bola de Boka na esquerda, passou entre Armero e Aguilar, depois com uma finta deixou Carlos Sánchez sentado no chão, e rematou para dentro da baliza de Ospina, que sofreu assim o seu primeiro golo no Mundial 2014. Um grande golo, insuficiente para evitar a derrota da Costa do Marfim.



O herói do jogo foi James Rodríguez, com um golo de cabeça (o jogo aéreo supostamente não é um dos seus pontos fortes), e uma recuperação de bola que originou o segundo golo.



O vilão foi Serey Die – pode emocionar-se ao ouvir o hino nacional, mas o facto é que com ele em campo, no jogo anterior e agora neste, a Costa do Marfim sofre golos e não marca, e quando ele sai a Costa do Marfim marca golos e não sofre. Mais que apenas uma coincidência, foi a sua perda de bola que causou o segundo golo da Colômbia.



Tal como em 2006 pela Argentina, José Pekerman voltou a derrotar a Costa do Marfim por 2-1. A Colômbia ficava agora a aguardar pelo resultado do Japão vs. Grécia, para saber se já estava qualificada ao fim de duas jornadas – precisava que o Japão não vencesse a Grécia.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Brasil 0-0 México

Ainda nem sequer estava concluída a primeira jornada, faltava disputar o Rússia vs. Coreia do Sul do Grupo H, mas já se estava a jogar um jogo da segunda jornada, o Brasil vs. México.

Comparando com a primeira jornada, o Brasil jogou com Ramires em vez de Hulk.


O México jogou com a mesma equipa da primeira jornada.


As duas equipas tiveram oportunidades de golo, mas nenhuma conseguiu marcar. Desta vez o México não teve golos mal anulados, e o Brasil não beneficiou de penalties duvidosos.

Thiago Silva poderia ter sido expulso aos 79 minutos por derrubar Javier Hernández, mas o árbitro Cuneyt Çakir mostrou-lhe apenas o cartão amarelo.


O herói do jogo foi o guarda-redes Ochoa, que fez várias defesas e continua sem sofrer golos no Mundial 2014. Está lançado o desafio a Ospina, Lloris, Alireza Haghighi, Enyeama e Neuer, os outros guarda-redes que também não sofreram golos na primeira jornada, para continuarem sem sofrer golos no próximo jogo, tal como Ochoa.


Há cerca de um ano, na Taça das Confederações, o Brasil derrotou o México por 2-0. Um ano depois, praticamente o mesmo Brasil não conseguiu vencer novamente. Foi a primeira vez que o Brasil não conseguiu derrotar o México em Campeonatos do Mundo.

Já o México mudou bastante desde a Taça das Confederações - mudou de treinador (há um ano o treinador era José Manuel de la Torre), mudou de tática (jogava em 4-4-2), e mudou de jogadores: Só os dois defesas centrais Rodríguez e Héctor Moreno se mantêm (agora ajudados por Márquez num trio de defesas centrais), e ainda o médio Guardado e o avançado Giovani. Javier Hernández foi titular há um ano e agora é suplente de Peralta, Salcido foi titular no meio-campo há um ano e agora é suplente, o guarda-redes Corona foi titular e agora é suplente… e os dois laterais Mier e Nilo e os médios Flores e Torrado, que foram titulares há um ano, agora nem sequer fazem parte da equipa.


As alterações de Miguel Herrera foram passar a jogar em 5-3-2, Ochoa a guarda-redes, Aguilar e Layún como laterais, Márquez como terceiro central, Vázquez e Herrera a jogarem no meio-campo com Guardado, e Peralta a titular em vez de Javier Hernández.

Com 4 pontos cada, quer o Brasil quer o México só precisam de empatar o último jogo para se qualificarem para os oitavos de final.

domingo, 15 de junho de 2014

Colômbia 3-0 Grécia

A Colômbia jogou em 4-2-3-1, com Zapata a defesa central em vez de Valdés, e Ibarbo a médio esquerdo em vez de Bacca.



A Grécia jogou com Manolas a defesa central e Katsouranis a médio defensivo em vez de Tziolis, Kone a médio ofensivo, e Gekas a ponta-de-lança.


A Colômbia marcou logo aos 5 minutos: Cuadrado fintou Holenbas na direita e cruzou para a área, James Rodríguez fez um movimento para receber a bola arrastando a marcação de Maniatis mas deixou-a passar para Armero, que perto da marca de penalty rematou para dentro da baliza de Karnezis. A bola ainda desviou em Manolas.


Na segunda parte, aos 58 minutos, James Rodríguez marcou um pontapé de canto na direita, Aguilar ganhou a disputa de bola no primeiro poste a Samaras e depois Teófilo Gutiérrez foi mais rápido a reagir que Holebas e Karnezis, marcando o segundo golo da Colômbia.


A Grécia teve uma excelente oportunidade para reduzir a desvantagem poucos minutos depois, mas Gekas cabeceou à barra um cruzamento da direita de Torosidis. Depois desta jogada foi substituído por Mitroglou.

Nos últimos minutos, Cuadrado conduziu um ataque rápido pela direita, combinou com Zúñiga e fez um passe de costas para James Rodríguez, que marcou o terceiro golo da Colômbia.

O herói do jogo foi Cuadrado, com duas assistências.


O vilão foi Holebas: o primeiro e o terceiro aconteceram no corredor que ele estava a defender, e no segundo não reagiu ao desvio de Aguilar, ao contrário de Teófilo Gutiérrez.



Esta foi a maior vitória de sempre da Colômbia em Campeonatos do Mundo – maior que o 2-0 contra os EAU em 1990 e também 2-0 contra a Suíça em 1994.

sábado, 14 de junho de 2014

México 1-0 Camarões

O México jogou com Ochoa a guarda-redes, Héctor Moreno no trio de defesas centrais em vez de Reyes, Layún a defesa esquerdo, Guardado a médio em vez de Peña, e Giovani no ataque em vez de Javier Hernández.



Os Camarões jogaram com Djeugoué a defesa direito, Mbia no meio-campo em vez de Makoun, e Choupo-Moting no ataque em vez de Webó.



Aos 11 minutos, na sequência de um lançamento lateral na direita, Herrera recebeu a bola de Aguilar e cruzou-a para Giovani, que com espaço entre Djeugoué e N’Koulou rematou para dentro da baliza de Itanjde. No entanto, o golo foi mal anulado, por fora de jogo.



Aos 29 minutos, pontapé de canto marcado na esquerda por Layún, a bola desvia na cabeça de Choupo-Moting e chega ao segundo poste, onde Giovani a cabeceia para dentro da baliza. Golo novamente mal anulado, por fora de jogo.

Giovani já podia ter alcançado Neymar na lista dos melhores marcadores, mas assim continuava sem nenhum.

Aos 61 minutos, o México conseguiu finalmente ter um golo validado: Herrera, numa combinação com Peralta, passou por três jogadores camaroneses e assistiu Giovani, que tinha espaço novamente entre N’Koulou e o lateral direito Nounkeu, entrado na segunda parte para o lugar de Djeugoué; o remate de Giovani foi defendido por Itanjde, mas na recarga Peralta, que acompanhou o ataque, marcou o golo com o pé esquerdo.



O herói do jogo acaba por ser Peralta, o autor do único golo validado. Poderia ter sido Giovani se os seus dois golos não tivessem sido anulados.



O vilão foi o árbitro Wilmar Roldán, que anulou dois golos ao México por foras de jogo inexistentes. Se o México não tivesse conseguido marcar um terceiro golo as consequências poderiam ter sido muito mais graves, e o México ainda pode vir a precisar desses dois golos mal anulados mais tarde. Podem ser a diferença entre, por exemplo, ter de vencer a Croácia na última jornada, por ter o mesmo número de pontos mas pior diferença de golos, ou precisar apenas de um empate.


O México finalmente venceu uma equipa africana em Campeonatos do Mundo, depois da derrota por 1-3 conta a Tunísia em 1978 e dos empates 0-0 contra Angola em 2006 e 1-1 contra a África do Sul em 2010.

domingo, 20 de abril de 2014

Colômbia


COMO SE QUALIFICARAM:

Liga:
1. Argentina 32 pontos
2. Colômbia 30
3. Chile 28
4. Equador 25
5. Uruguai 25
6. Venezuela 20
7. Peru 15
8. Bolívia 12
9. Paraguai 12


PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1962 - Fase de Grupos
1990 - Oitavos de Final
1994 - Fase de Grupos
1998 - Fase de Grupos


Treinador: José Pekerman




Equipa-tipo: Ospina; Zúñiga, Valdés, Yepes e Armero; Cuadrado, Carlos Sánchez, Aguilar e James Rodríguez; Bacca e Teófilo Gutiérrez




Dezasseis anos depois a Colômbia está de volta ao Campeonato do Mundo. Excluindo a estreante Bósnia, de todos os participantes no Mundial 2014 a Colômbia é aquele que esteve ausente por mais tempo.

Leonel Álvarez foi quem começou a qualificação, mas em três jogos conseguiu apenas quatro pontos e foi despedido.

O novo treinador, José Pekerman, compensa a inexperiência dos seus jogadores em Campeonatos do Mundo. A Colômbia será a equipa mais inexperiente do Grupo C, e a segunda mais inexperiente do Mundial 2014, apenas acima da Bósnia. No entanto, é a única equipa do Grupo C cujo treinador tem experiência em Mundiais, tendo comandado a Argentina até aos quartos de final em 2006.

Também é a única equipa com um jogador que esteve no Mundial 1994, o guarda-redes de 42 anos, Mondragón, que foi suplente não utilizado em 1994 e titular em 1998. Comparado com Mondragón, o capitão Yepes, de 38 anos, é um jovem.

Os restantes convocados são os guarda-redes Ospina e Vargas, os defesas Zúñiga, Valdés, Armero, Santiago Arias, Zapata e Balanta, os médios Cuadrado, Carlos Sánchez, Aguilar, James Rodríguez, Carbonero, Guarín, Mejía e Juan Quintero, e os avançados Bacca, Teófilo Gutiérrez, Jackson Martínez, Adrián Ramos e Ibarbo.

A Colômbia nunca defrontou os seus adversários do Grupo C - Grécia, Costa do Marfim e Japão – em Campeonatos do Mundo anteriores. No entanto, derrotou o Japão na Taça das Confederações em 2003, por 1-0.


sábado, 19 de abril de 2014

México


COMO SE QUALIFICARAM:

Hexagonal:
1. EUA 22 pontos
2. Costa Rica 18
3. Honduras 15
4. México 11
5. Panamá 8
6. Jamaica 5

Playoff:
México 5-1 Nova Zelândia
Nova Zelândia 2-4 México


PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1930 - Fase de Grupos
1950 - Fase de Grupos
1954 - Fase de Grupos
1958 - Fase de Grupos
1962 - Fase de Grupos
1966 - Fase de Grupos
1970 - Quartos de Final
1978 - Fase de Grupos
1986 - Quartos de Final
1994 - Oitavos de Final
1998 - Oitavos de Final
2002 - Oitavos de Final
2006 - Oitavos de Final
2010 - Oitavos de Final

Treinador: Miguel Herrera



Equipa-tipo: Ochoa; Aguilar, Reyes, Márquez, Rodríguez e Guardado; Vázquez, Herrera e Peña; Javier Hernández e Peralta





O México qualificou-se para o Mundial 2014, mas não foi a potência que costuma ser na CONCACAF. Terminou apenas em quarto lugar no Hexagonal, atrás dos EUA, Costa Rica e Honduras. E até o quarto lugar, que dava uma última oportunidade de chegar ao Mundial num playoff contra a Nova Zelândia, esteve em risco até aos últimos momentos!

Com o México a perder contra a Costa Rica, o Panamá ficaria com o quarto lugar se derrotasse os EUA. A sete minutos do fim o Panamá estava a vencer, e os EUA não jogavam com vários dos seus melhores jogadores, nem sequer tinham algo pelo qual lutar neste jogo, já tinham conseguido a qualificação e o primeiro lugar.

No entanto, os EUA marcaram dois golos nos últimos minutos, e o México evitou a humilhação maior de não se qualificar – mas não evitou a vergonha de se ter qualificado nestas circunstâncias.

Víctor Manuel Vucetich foi despedido após esta derrota contra Costa Rica, e foi Miguel Herrera que dirigiu a equipa no playoff contra a Nova Zelândia. Antes, já José Manuel de la Torre tinha sido despedido após perder em casa contra as Honduras na sétima jornada, e Luis Fernando Tena também foi despedido depois de perder o jogo seguinte contra os EUA.

Miguel Herrera venceu os dois jogos contra a Nova Zelândia, para os quais não convocou os jogadores que jogam na Europa.

O México será das equipas mais imprevisíveis no Mundial 2014 – Miguel Herrera não usará a mesma equipa que jogou contra a Nova Zelândia (até porque o guarda-redes Muñoz e o defesa Valenzuela, titulares contra a Nova Zelândia, agora não foram convocados), e nos três jogos amigáveis que se seguiram apenas o capitão Márquez foi sempre titular.

Ao anunciar a convocatória, Miguel Herrera disse que a ordenação era por posição e alfabética, não sendo assim possível deduzir qualquer hierarquia entre os convocados:
Guarda-redes: Corona, Ochoa e Talavera
Defesas: Aguilar, Guardado, Layún, Márquez, Héctor Moreno, Reyes, Rodríguez e Salcido
Médios: Aquino, Brizuela, Fabián, Herrera, Peña, Ponce e Vázquez
Avançados: Giovani, Javier Hernández, Raúl Jiménez, Peralta e Pulido

Este será o quarto Mundial para Márquez, o terceiro para Ochoa (suplente não utilizado nos dois anteriores), Rodríguez, Salcido e Guardado, e o segundo para Corona (suplente não utilizado em 2006), Aguilar, Héctor Moreno, Giovani e Javier Hernández.

Longe vão os tempos em que o México era o saco de pancada dos Mundiais. Nos últimos cinco, atingiu sempre os oitavos de final, mas nunca conseguiu ir mais além. Apenas nos dois Mundiais que organizou, em 1970 e 1986, conseguiu atingir os quartos de final. Será que consegue antingir os quartos de final sem ser o anfitrião? Mas primeiro, será que consegue atingir os oitavos de final pela sexta vez consecutiva?

O México perdeu sempre contra o Brasil em Campeonatos do Mundo (0-4 em 1950, 0-5 em 1954 e 0-2 em 1962), no entanto, é o Brasil que não tem grandes recordações de jogadores como Corona, Salcido, Reyes, Aquino, Herrera, Ponce, Fabián, Raúl Jiménez, Giovani, e principalmente Peralta, que em 2012 conquistaram o ouro olímpico, enquanto o Brasil teve de se contentar com a prata.
O México derrotou a Croácia em 2002 por 1-0, e nunca defrontou os Camarões.