Comparando com a segunda jornada, a Costa Rica jogou com
Miller em vez de Umaña, e Brenes em vez de Bolaños.
A Inglaterra, que manteve a mesma equipa da primeira para a
segunda jornada, desta vez mudou a equipa praticamente toda: Foster foi o
guarda-redes, Jones foi o lateral direito, Smalling foi o defesa central em vez
de Jagielka, e Shaw foi o lateral esquerdo; Lampard e Wilshere foram os médios
defensivos, Milner o médio direito, Barkley o médio ofensivo e Lallana o médio
esquerdo. Apenas o defesa central Cahill e o ponta-de-lança Sturridge
mantiveram a titularidade comparando com o jogo anterior.
Com o empate 0-0, a Costa Rica garantiu o primeiro lugar do
Grupo D, e esta já é a melhor participação de sempre da Costa Rica em
Campeonatos do Mundo. Em 1990 também atingiram os oitavos de final, mas com
duas vitórias e uma derrota, ficando em segundo lugar no grupo, e foram
eliminados nos oitavos de final.
A Inglaterra, por outro lado, teve a sua pior participação
de sempre em Campeonatos do Mundo, com apenas um empate em três jogos.
Comparando com a primeira jornada, os EUA jogaram em
4-2-3-1, com Beckerman e Jones a médios defensivos, Bedoya a médio direito, Bradley
a médio ofensivo e Zusi médio esquerdo, sem Altidore, com Dempsey como único
ponta-de-lança.
Portugal, comparando com a primeira jornada, jogou com Beto a
guarda-redes, Ricardo Costa a defesa central em vez de Pepe, André Almeida a
lateral esquerdo, e Postiga a ponta-de-lança.
Aos 5 minutos Miguel Veloso cruzou da esquerda, Cameron fez
um mau corte colocando a bola nos pés de Nani, que chutou a bola por cima de
Howard fazendo o primeiro golo.
Aos 64 minutos, Zusi marcou um pontapé de canto na direita,
Éder cortou de cabeça para a entrada da área onde Nani não conseguiu dominar a
bola, esta acabou nos pés de Jones que fintou Nani e com um remate de fora da
área empatou o jogo. Beto nem se mexeu.
E aos 81 minutos Yedlin cruzou da direita, Bruno Alves
cortou o cruzamento mas a bola foi parar a Bradley, que rematou para novo corte
de Ricardo Costa, o ressalto voltou a ir para a um americano, Zusi, que cruzou
a bola e Dempsey, com a barriga, marcou o segundo golo dos EUA no jogo e o seu
segundo no Mundial 2014.
Com este resultado os EUA estavam apurados para os oitavos
de final e Portugal estava eliminado, mas no último minuto Cristiano Ronaldo
cruzou da direita e Varela, de cabeça, empatou o jogo.
O herói do jogo foi Varela – graças ao seu golo, os EUA
ainda não estão qualificados, e Portugal ainda não está eliminado.
O vilão foi Cristiano Ronaldo: fez um péssimo jogo
ofensivamente, e não ajudou a defender o flanco esquerdo, por onde os EUA
fizeram a maior parte dos seus ataques.
Os EUA qualificar-se-ão se não perderem o próximo jogo
contra a Alemanha, e a Alemanha também. Com um empate a Alemanha fica em
primeiro lugar e os EUA em segundo, eliminando o Gana e Portugal
independentemente do resultado no jogo entre eles.
O Gana precisa de vencer, que não haja um empate no Alemanha
vs. EUA, e de ter melhor diferença de golos que o derrotado do Alemanha vs. EUA.
É mais fácil se o derrotado for os EUA, porque terão diferença de golos de 0 ou
pior, enquanto a Alemanha terá 3 ou pior.
Portugal também precisa de vencer, que não haja um empate no
Alemanha vs. EUA, e de ter melhor diferença de golos do derrotado do Alemanha
vs. EUA. Portugal ainda está pior que o Gana porque já tem diferença de golos
de -4, o Gana só tem -1, portanto Portugal precisará de uma vitória maior para
ganhar a diferença de golos. Por exemplo, se os EUA perderem por 0-1, Portugal
precisa de derrotar o Gana por quatro golos de diferença!
O Gana jogou com Kwarasey na baliza, Opare a lateral
direito, Jonathan Mensah a defesa central em vez de Sumaila, Asamoah a defesa
esquerdo, Rabiu a médio centro em vez de Essien, Atsu a médio esquerdo, e
Jordan Ayew em vez de Waris.
Os EUA jogaram em 4-4-2 com Fabian Johnson a defesa direito,
Cameron a defesa central em vez de Gonzalez, Beckerman como médio mais defensivo,
Bedoya e Jones a médios centro e Bradley como médio ofensivo, e Dempsey e
Altidore foram os dois avançados.
Os EUA marcaram logo aos 30 segundos, o até agora golo mais
rápido do Mundial 2014: Beasley marcou um lançamento lateral para Dempsey, que
devolveu a Beasley, este passou a Jones que passou a Dempsey, que fintou Boye
com o pé direito e rematou cruzado com o pé esquerdo, fora do alcance de
Kwarasey.
O Gana passou o jogo inteiro a tentar recuperar da
desvantagem, e conseguiu-o aos 82 minutos: Asamoah fez um passe para a
desmarcação de Gyan, este passou de calcanhar para trás onde apareceu André
Ayew, que rematou para dentro da baliza de Howard.
Mas apenas quatro minutos depois os EUA voltaram a marcar:
Zusi, entrado durante a segunda parte para o lugar de Bedoya, marcou um pontapé
de canto na direita, e Brooks, também entrado na segunda parte, para o lugar de
Besler, marcou de cabeça o golo da vitória.
O herói do jogo foi Dempsey. Com o golo marcado tornou-se o
primeiro jogador dos EUA a marcar em 3 Campeonatos do Mundo.
O vilão foi Boye: deixou-se fintar facilmente por Dempsey no primeiro golo dos EUA, perdeu a disputa de cabeça contra Brooks no segundo golo dos EUA, e ainda pontapeou Dempsey no nariz e nem sequer viu um cartão amarelo. Talvez se tivesse sido expulso o jogo teria terminado melhor para o Gana.
Os EUA vingaram-se das derrotas contra o Gana em 2006 e
2010.
PARTICIPAÇÕES ANTERIORES:
1930 - Meias-Finais
1934 - Oitavos de Final
1950 - Fase de Grupos
1990 - Fase de Grupos
1994 - Oitavos de Final
1998 - Fase de Grupos
2002 - Quartos de Final
2006 - Fase de Grupos
2010 - Oitavos de Final
Treinador: Jurgen Klinsmann
Equipa-tipo: Howard; Cameron, Gonzalez, Besler e Beasley; Jones e Bradley; Zusi, Dempsey e Fabian Johnson; Altidore
Os EUA começaram a qualificação com acusações da Costa Rica
de falta de desportivismo, por terem jogado num campo coberto de neve, onde
alegadamente não estavam reunidas as condições para se disputar o jogo.
No entanto, livraram-se dessa reputação com uma vitória no
Panamá na última jornada, quando já tinham garantido a qualificação e o primeiro
lugar, e uma eventual derrota teria deixado o rival México fora do Mundial.
No Mundial 2014 irão defrontar adversários bem mais
complicados que os da CONCACAF: o Gana, que eliminou os EUA na fase de grupos
em 2006 e nos oitavos de final em 2010 (em ambos os jogos os EUA perderam por
1-2), a Alemanha, que eliminou os EUA nos quartos de final em 2002 (0-1) contra a qual também perdeu na fase de grupos em 1998 (0-2), e
Portugal, que os EUA venceram por 3-2 na fase de grupos em 2002.
Os convocados são os guarda-redes Howard, Guzan e Rimando, os defesas Cameron, Gonzalez, Besler, Beasley, Yedlin, Brooks e Chandler, os médios Jones, Bradley, Zusi, Dempsey, Fabian Johnson, Beckerman,
Diskerud, Bedoya, Davis e Green, e os avançados Altidore, Johannsson e Wondolowski.
Este será o quarto Mundial para Beasley, o terceiro para
Howard (suplente não utilizado em 2006) e Dempsey, e o segundo para Guzan
(suplente não utilizado em 2010), Bradley e Altidore.
Outra acusação de que Jurgen Klinsmann é alvo é de
preferência por jogadores “alemães”: Chandler, Brooks, Jones e Fabian Johnson
nasceram todos na Alemanha e nunca jogaram num clube americano, e Green, apesar
de ter nascido nos EUA, mudou-se para a Alemanha aos dois anos de idade. Há
ainda Diskerud, que nasceu na Noruega e fez toda a sua carreira na Europa, e
Johannsson, que nasceu nos EUA mas mudou-se para a Islândia aos três anos de
idade e também fez toda a carreira na Europa.
No passado os EUA tiveram ainda mais jogadores nascidos no
estrangeiro nas suas equipas. Em 1994 eram sete – Dooley (Alemanha), Pérez (El
Salvador), Stewart (Holanda), Ramos (Uruguai), Wegerle (África do Sul), Klopas
(Grécia) e Clavijo (Uruguai) - e em 1998 também – Dooley, Regis (Martinica), Wegerle,
Stewart, Ramos, Agoos (Suíça) e Preki (Sérvia).
No entanto, não havia um grande grupo de uma só origem como
agora. Se os resultados forem maus, como é previsível, as críticas poderão
aumentar.
O Schalke 04 ultrapassou a fase de grupos da Liga dos
Campeões pela 4ª vez em 6 participações.
Começou com uma vitória em casa contra o Steaua Bucareste,
por 3-0. O jogo seguinte era na Suíça contra o Basileia, que tinha ganho em
Inglaterra ao Chelsea na jornada anterior. No entanto, o Schalke 04 venceu por
1-0 e ficou isolado no primeiro lugar do Grupo E, com 3 pontos de avanço sobre
o Basileia e o Chelsea, e 6 pontos de avanço sobre o Steaua Bucareste. Os dois
jogos seguintes eram contra o Chelsea. Primeiro, em casa, o Schalke 04 perdeu
por 0-3. Duas semanas depois, em Inglaterra, voltou a perder por 0-3. De três
pontos de avanço sobre o Chelsea na segunda jornada, passou a ter três pontos
de atraso na quarta jornada, mais desvantagem no confronto direto. Só não foi
também ultrapassado pelo Basileia porque não conseguiram melhor que dois
empates contra o Steaua Bucareste, e encurtar a distância para um ponto.
No jogo seguinte, na Roménia contra o Steaua Bucareste, o
Schalke 04 não conseguiu melhor que um empate 0-0, e desta vez foi mesmo
ultrapassado pelo Basileia, que voltou a derrotar o Chelsea. Na última jornada
o Schalke 04 teria de derrotar o Basileia para recuperar o primeiro lugar, e ao
Basileia bastaria não perder. O Schalke 04 viktou a vencer o Basileia, desta
vez por 2-0, num jogo em que o Basileia jogou em inferioridade numérica durante
uma hora.
Nas três presenças anteriores nos oitavos de final, o
Schalke 04 conseguiu ir mais longe nas duas primeiras, eliminando FC Porto e
Valência, mas na última, na época passada, não conseguiu ultrapassar o
Galatasaray. Desta vez o adversário será o Real Madrid. Em princípio a Liga dos
Campeões acaba aqui para o Schalke 04. Apesar do Real Madrid ter sido eliminado
por equipas alemãs nas últimas duas épocas (Bayern Munique 2012 e Borussia
Dortmund 2013), o Schalke 04 não deve ser capaz de fazê-lo.