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domingo, 15 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Alemanha 1-2 Itália







Comparando com os quartos-de-final, a Alemanha jogou com Kroos em vez de Reus, Podolski em vez de Schurrle, e Gómez em vez de Klose.
A Itália jogou com Balzaretti a defesa direito e Chiellini a defesa esquerdo.

O primeiro golo foi marcado aos 20’ pela Itália: no lado esquerdo, Chiellini passou a bola a Cassano, este fintou Hummels e cruzou para a grande área, onde apareceu Balotelli a cabecear para dentro da baliza de Neuer.



Badstuber estava mal posicionado e nem saltou, e Hummels nem na área estava, foi tentar tirar a bola a Cassano mas falhou.

E aos 36’, na sequência de um pontapé de canto para a Alemanha, Buffon esmurrou a bola para fora da sua área e lançou um contra-ataque, com Montolivo, ainda no seu meio-campo, a fazer um passe em profundidade para Balotelli, que estava isolado mas em jogo (graças ao mau posicionamento de Lahm), e depois Balotelli rematou em força para dentro da baliza de Neuer.



Balotelli redimiu-se das várias oportunidades falhadas contra a Inglaterra no jogo anterior, e alcançou Dzagoev, Gómez, Mandzukic e Cristiano Ronaldo na lista dos melhores marcadores do torneio.

A Alemanha fez duas substituições ao intervalo, com as entradas de Reus e Klose para as saídas de Podolski e Gómez.
Estranho, com uma desvantagem de 2 golos e apenas 45 minutos para jogar, Joachim Low limitou-se a trocar os seus dois jogadores mais ofensivos, não arriscando (quase) nada.

A Itália também refrescou o ataque durante a segunda parte, com as entradas de Diamanti para o lugar de Cassano, de Thiago Motta para o lugar de Montolivo, e finalmente de Di Natale para o lugar de Balotelli.

A Alemanha só arriscou verdadeiramente aos 71’, quando Muller entrou para o lugar de Boateng.

Mas aí já era tarde demais. O melhor que conseguiu foi reduzir a desvantagem nos últimos minutos, por Ozil de penalty, na sequência de uma mão de Balzaretti dentro da grande área.


A Alemanha teve um início de torneio brilhante (foi a melhor equipa da fase de grupos), mas depois não conseguiu manter esse nível durante o resto do torneio. Tal como no Mundial 2006, voltou a ser eliminada nas meias-finais pela Itália.
A Itália surpreendentemente qualificou-se para a final!

Portugal 0-0 (2-4) Espanha







Comparando com os quartos-de-final, Portugal jogou com Hugo Almeida em vez do lesionado Postiga, e a Espanha jogou com Negredo em vez de Fabregas.

O jogo teve poucas oportunidades de golo: Rui Patrício fez apenas 3 defesas em 120 minutos, e Casillas não fez nenhuma.

A Espanha refrescou o ataque durante a segunda parte, com as entradas de Fabregas para o lugar de Negredo, de Jesús Navas para o lugar de David Silva, e de Pedro para o lugar de Xavi.
Portugal fez apenas uma substituição durante a segunda parte, Nélson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida, e guardou as outras duas para o prolongamento, onde Custódio e Varela entraram para os lugares de Miguel Veloso e Raul Meireles.

A decisão de quem avançava para a final foi para os penalties.

Nos penalties, o primeiro a marcar foi Xabi Alonso para a Espanha, ele que já tinha marcado um golo de penalty à França no jogo anterior. Mas desta vez não conseguiu fazê-lo novamente, Rui Patrício defendeu o remate.

Seguiu-se João Moutinho para Portugal, e tinha a oportunidade de colocar Portugal em vantagem. Mas também ele não foi capaz de marcar, Casillas defendeu o remate.

Depois, Iniesta marcou o primeiro golo para a Espanha.

E a seguir Pepe marcou o primeiro golo para Portugal. Casillas ainda adivinhou o lado mas não conseguiu alcançar a bola.

Seguiu-se Piqué, que também marcou – Rui Patrício também adivinhou o lado, mas não conseguiu defender o remate.

Depois veio Bruno Alves para marcar o terceiro penalty de Portugal… mas era a vez de Nani. E mais um golo.

E agora era a vez de Sergio Ramos… ele que, nas meias-finais da Liga dos Campeões, falhou um dos penalties do Real Madrid, e o Real Madrid foi eliminado. Mas desta vez, com muita classe, à Panenka, marcou o terceiro golo da Espanha.

O efeito deste penalty nas duas equipas foi semelhante ao efeito do penalty de Pirlo no jogo anterior.

O jogador seguinte era Bruno Alves, que depois disto era “obrigado” a chutar em força. E tal como Young no jogo anterior, também ele acertou na trave e não conseguiu marcar.



Fabregas tinha agora um “match point”. Ele já tinha estado numa situação similar no Euro 2008, marcando o quinto penalty que qualificou a Espanha e eliminou a Itália nos quartos de final. E desta fez, marcou novamente, qualificando a Espanha para a final e eliminando Portugal.



A bola ainda bateu no poste, mas entrou.


Portugal esteve muito perto de eliminar a Espanha. Uma bola que bate na barra e sai, e a seguir uma bola que bate no poste e entra.
Talvez com melhores marcadores de penalties a história tivesse sido outra (Postiga, Hugo Viana…).
Interessante como o falso herói quer livres a mais de 30 metros todos para ele, mas passa livres a 11 metros sem barreira para os outros. Supostamente seria ele a marcar o quinto de Portugal, mas não chegou a haver quinto.

domingo, 1 de julho de 2012

Inglaterra 0-0 (2-4) Itália







Comparando com o terceiro jogo, a Inglaterra jogou com a mesma equipa.
A Itália jogou com Bonucci em vez de Chiellini, Montolivo em vez de Thiago Motta, e Balotelli em vez de Cassano.

Este foi o jogo mais equilibrado dos quartos-de-final. Se é que se pode considerar equilibrado um jogo em que a Itália teve 64% de posse de bola, e o quíntuplo dos remates à baliza da Inglaterra (20-4).
Mas o objectivo do futebol é marcar mais golos que o adversário, não é ter mais posse de bola ou fazer mais remates.

As duas equipas já não perdem um jogo oficial desde o Mundial 2010. A Itália vinha de uma série de 13 jogos sem perder (a última derrota foi contra a Eslováquia), e a Inglaterra vinha de uma série de 11 jogos sem perder (a última derrota foi contra a Alemanha).

As melhores oportunidades de golo foram da Itália, que teve dois remates ao poste. Um por De Rossi logo aos 3’, e outro por Diamanti, já no prolongamento, aos 101’.

Mas como nenhuma equipa conseguiu marcar, ambas mantiveram a invencibilidade e a decisão de quem avançava para as meias-finais foi para os penalties.


Nos penalties, o primeiro a marcar foi Balotelli para a Itália. Ele que falhou tantas oportunidades durante os 120 minutos, desta vez não falhou e colocou a Itália na frente.

Seguiu-se o capitão Gerrard para a Inglaterra, e também ele marcou. Tal como Balotelli, ambos chutaram para o lado esquerdo, Hart e Buffon ainda adivinharam o lado mas não conseguiram alcançar as bolas.

Depois seguiu-se Montolivo, novo remate para a esquerda, mas falhou o alvo!

Rooney tinha agora a oportunidade de colocar a Inglaterra em vantagem. Tal como Balotelli, também falhou oportunidades durante o jogo (não tantas, até porque a Inglaterra teve poucas comparando com a Itália). E tal como Balotelli, também converteu o seu penalty, também num remate para a esquerda, sendo que desta vez Buffon saltou para o lado contrário.

Seguiu-se o momento do jogo, o ponto de viragem. Pirlo era o marcador do terceiro penalty da Itália. Direita ou esquerda? Centro! E à Panenka. Ou à Postiga. E agora também à Pirlo.



Este penalty motivou a Itália e desmotivou a Inglaterra.

O terceiro penalty da Inglaterra era para Young. Depois do que Pirlo fez, Young foi “obrigado” a rematar em força (os guarda-redes agora já esperariam por um remate à Pirlo). E mais força normalmente significa menos pontaria. Young acertou na trave e as equipas estavam novamente empatadas.



O quarto penalty da Itália foi para Nocerino, que agora motivado pelos dois penalties anteriores, fez o terceiro golo da Itália (também num remate para o lado esquerdo).

Seguiu-se Ashley Cole… Ele que tinha convertido com sucesso o seu penalty umas semanas antes, na final da Liga dos Campeões. Mas desta vez foi diferente. Foi o primeiro jogador a rematar para o lado direito, e foi também o primeiro a permitir a defesa do guarda-redes contrário.

E agora a Itália tinha um “match point”, se Diamanti convertesse o quinto penalty. Grande responsabilidade para um jogador que era desconhecido antes deste torneio. Novo remate para o lado esquerdo, golo da Itália, a Inglaterra estava eliminada!


Manteve-se a tradição de a Inglaterra raramente ganhar um desempate por penalties numa grande competição: ganhou à Espanha nos quartos de final do Euro 1996, mas depois perdeu na fase seguinte contra a Alemanha. Perdeu ainda no Euro 2004 contra Portugal, no Mundial 2006 também contra Portugal, no Mundial 1998 contra a Argentina, e a primeira vez contra a Itália no Mundial 1990. E agora perdeu novamente contra a Itália.

O que levanta a questão: Se são tão maus nos penalties, porque não tentaram evitá-los durante os 120 minutos?

Espanha 2-0 França







Comparando com o terceiro jogo, a Espanha jogou com Fabregas em vez de Fernando Torres.
A França fez várias alterações: no centro da defesa, Koscielny jogou em vez do suspenso Mexès, Debuchy passou para médio direito com Réveillère a entrar para defesa direito (saindo Ben Arfa da equipa), e Cabaye e Malouda jogaram no meio campo em vez de Alou Diarra e Nasri.

Portanto, a França tentou fazer no seu flanco direito aquilo que a Croácia fez nos dois flancos contra a Espanha no jogo anterior: reforçá-lo com dois laterais direitos, Réveillère e Debuchy.

Mas foi precisamente por esse flanco que a França sofreu o primeiro golo: Aos 29’, Iniesta meteu a bola em profundidade por entre Debuchy e Réveillère, Jordi Alba apareceu nas costas deles e cruzou a bola para o flanco contrário (teve pouca oposição, Debuchy até escorregou ao tentar persegui-lo), onde apareceu Xabi Alonso a cabeceá-la para dentro da baliza.




A reacção da França foi fraca. Aos 32’, na conversão de um pontapé livre, Cabaye fez aquele que seria o único remate à baliza da França no jogo inteiro.

Tal como a Croácia no jogo anterior, também a França tentou passar para o modo ofensivo na segunda parte, com substituições: saídas de Debuchy e Malouda para entradas de Menez e Nasri, e mais tarde, saída do médio defensivo M’Vila para entrada de mais um avançado, Giroud.

Mas foi a Espanha que conseguiu marcar mais um golo, já nos últimos minutos: Pedro fintou Rami e depois foi carregado pelas costas por Réveillère dentro da grande área. Na conversão do penalty, Xabi Alonso marcou o seu segundo golo no jogo e também no torneio.




Com esta vitória, a Espanha vingou a derrota nos oitavos de final do Mundial 2006, a última vez que a Espanha foi eliminada num Campeonato da Europa ou do Mundo (venceu em 2008 e 2010).
A França prometeu muito mas acabou por ser uma desilusão: no primeiro jogo teve 15 remates à baliza contra apenas 1 da Inglaterra, mas ainda assim apenas conseguiu empatá-lo; depois no segundo jogo conseguiu aquela que seria a sua única vitória no torneio; no terceiro perdeu contra a já eliminada Suécia, e assim ficou apenas em segundo lugar no Grupo D, tendo de enfrentar agora a Espanha em vez da Itália. E neste jogo, contra a Espanha, foi praticamente inofensiva, com apenas um remate à baliza.
Estas duas equipas voltar-se-ão a encontrar nas eliminatórias para o Mundial 2014, onde se espera que a Espanha vença o grupo e se apure directamente, e que a França termine em segundo lugar e vá jogar um playoff contra outro segundo classificado por uma vaga no Mundial.

sábado, 30 de junho de 2012

Alemanha 4-2 Grécia







Comparando com o terceiro jogo, a Alemanha jogou com um trio de ataque totalmente diferente: saíram Muller, Gómez e Podolski, e entraram Reus, Klose e Schurrle. Boateng também regressou ao lado direito da defesa, depois de ter cumprido um jogo de suspensão contra a Dinamarca.
A Grécia jogou mais defensiva, com Makos em vez do suspenso Karagounis, e Ninis em vez de Gekas.

Os laterais da Alemanha eram praticamente extremos. Aos 39’, Ozil assistiu Lahm no lado esquerdo, e este, com o pé direito, rematou de fora da área, marcando o primeiro golo da Alemanha.

Na segunda parte a Grécia foi um pouco mais ofensiva, substituindo Tzavellas e Ninis por Fotakis e Gekas.

E aos 55’ conseguiu mesmo empatar o jogo: Salpingidis ganhou espaço nas costas de Lahm, cruzou para o flanco contrário onde apareceu Samaras a rematar para dentro da baliza de Neuer.



Os laterais alemães Boateng e Lahm estavam muito subidos no terreno e os avançados gregos aproveitaram este desequilíbrio a seu favor.

Mas o empate durou apenas seis minutos: Ozil desta vez assistiu Boateng na direita, este cruzou a bola e Khedira apareceu no centro do terreno a rematar de primeira para dentro da baliza de Sifakis.



E oito minutos mais tarde, a Alemanha marcou o terceiro golo e acabou com o jogo: na sequência de um pontapé livre marcado na direita por Ozil, Klose cabeceou para dentro da baliza (deserta) de Sifakis, que saiu ao cruzamento mas ficou a meio caminho.

E aos 74’ chegou o quarto golo da Alemanha: Sifakis ainda defendeu um primeiro remate de Klose, mas na recarga Reus rematou para dentro da baliza deserta.

O melhor que a Grécia conseguiu fazer foi reduzir a desvantagem já nos últimos minutos, de penalty: Torosidis cruzou a bola e foi interceptada pelo braço de Boateng. Na conversão, ao contrário de Karagounis no primeiro jogo, Salpingidis não falhou e marcou o segundo golo da Grécia.


A Alemanha já não teve o mesmo respeito pela Grécia que teve pelos três adversários da fase de grupos, e jogou com os avançados da reserva. Ainda assim ganhou confortavelmente.
A Grécia teve a sua segunda melhor participação de sempre numa grande competição. Tem um grupo acessível de qualificação para o próximo Mundial (Bósnia, Eslováquia, Letónia, Lituânia e Liechtenstein), portanto é provável que também se qualifique para o próximo grande torneio.

República Checa 0-1 Portugal







Em comparação com o terceiro jogo, a República Checa jogou com Darida em vez de Kolar.
Portugal, pelo quarto jogo consecutivo, jogou com a mesma equipa.

A melhor oportunidade de golo na primeira parte foi de Portugal – já perto do intervalo, Cristiano Ronaldo recebeu um passe longo de Raul Meireles, dominou a bola no peito, rodou sobre o defesa Kadlec e rematou ao poste.



Entretanto já Hugo Almeida tinha entrado uns minutos antes, para o lugar do lesionado Postiga. Nos jogos anteriores, tinha sido sempre Nélson Oliveira a substituir Postiga durante os jogos, e Hugo Almeida ainda não tinha jogado, estreando-se neste jogo.

No início da segunda parte, Cristiano Ronaldo rematou novamente ao poste, num pontapé livre, dos muitos que teve durante o torneio.

Aos 58’, após cruzamento do lado direito de Nani, Hugo Almeida cabeceou para dentro da baliza de Cech… mas a jogada foi invalidada por fora de jogo.

No entanto, foi um prenúncio para o que viria a acontecer minutos depois.

E aos 79’, Portugal finalmente marcou, após um cruzamento do lado direito de João Moutinho, Cristiano Ronaldo antecipou-se a Gebre Selassie e cabeceou para dentro da baliza!




Com este golo, alcançou Dzagoev, Gómez e Mandzukic na lista dos melhores marcadores do torneio.


Portugal atingiu as meias-finais pela quarta vez na história dos Campeonatos da Europa, a terceira nas últimas quatro edições.
A República Checa, apesar de ter tido mais um dia de descanso, não conseguiu fazer um único remate à baliza no jogo inteiro. Ainda assim foi uma participação excelente da República Checa, que não ultrapassava a fase de grupos de uma grande competição desde o Euro 2004, e nem sequer se tinha qualificado para o Mundial 2010.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Grupo D: 3ª Jornada







Comparando com o segundo jogo, a Suécia jogou com Bajrami em vez de Elm, e Toivonen em vez de Elmander.
A França jogou com com M’Vila em vez de Cabaye e Ben Arfa em vez de Menez.









Comparando com o segundo jogo, a Inglaterra jogou com Rooney em vez de Carroll.
A Ucrânia jogou com Rakitskiy em vez de Mikhalik, Garmash em vez de Nazarenko, Devic em vez de Voronin e Milevskiy em vez de Shevchenko.



Ao intervalo estava tudo na mesma, com os dois jogos 0-0.
No início da segunda parte, aos 48’, Gerrard cruzou da direita, a bola passa pelos defesas ucranianos e também por Pyatov, e aparece Rooney ao segundo poste a cabecear para dentro da baliza.

A Inglaterra passava para o primeiro lugar do Grupo D:
1. Inglaterra 7 pontos
2. França 5
3. Ucrânia 3
4. Suécia 1

E aos 54’ a situação da Inglaterra ficou ainda melhor, com um golo da Suécia no outro jogo. Sebastian Larsson cruzou da direita e Ibrahimovic rematou para dentro da baliza de Lloris.



1. Inglaterra 7 pontos
2. França 4
3. Ucrânia 3
4. Suécia 3

Aos 62’, aconteceu o momento do jogo no Inglaterra – Ucrânia. Milevskiy recebeu um passe longo, passou a bola a Devic e este rematou-a, Hart ainda lhe tocou mas esta dirigia-se para a baliza da Inglaterra, quando Terry a chutou para longe. Terry já chutou a bola para lá da linha final.



O árbitro de baliza não viu a bola para lá da linha e não validaram o golo… Tal como os árbitros assistentes não viram nenhum fora de jogo durante este jogo! Esta jogada é precedida de fora de jogo, Milevskiy estava em fora de jogo quando lhe foi passada a bola.


A Suécia ainda marcou um segundo golo contra a França, no último minuto, por Sebastian Larsson, na recarga a um remate à barra de Holmen.


A Inglaterra ganhou o Grupo D, e vai agora defrontar a Itália nos quartos-de-final.
A França qualificou-se apesar da derrota no último jogo. Mas ficou apenas em segundo lugar e agora irá defrontar a campeã Espanha.
A Ucrânia foi eliminada. Mesmo um empate contra a Inglaterra teria sido insuficiente para se qualificarem, precisavam de ganhar o jogo.
A Suécia teve um péssimo primeiro jogo, o que lhe foi fatal. Caso não tivesse perdido o primeiro jogo contra a Ucrânia, a vitória que obteve contra a França teria sido suficiente para se qualificar para os quartos-de-final.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Grupo C: 3ª Jornada







Comparando com a segunda jornada, a Croácia teve uma estratégia mais defensiva, jogando com Vida e Pranjic em vez de Jelavic e Perisic, de modo a ter dois jogadores de características defensivas em cada uma das alas (Vida e Srna na direita, e Strinic e Pranjic na esquerda).
A Espanha jogou com a mesma equipa.










Comparando com a segunda jornada, a Itália passou a jogar com um quarteto defensivo, e alterou a defesa quase por completo: Abate foi o lateral direito em vez de Maggio, Barzagli fez dupla com Chiellini no centro da defesa relegando Bonucci para o banco de suplentes, e Balzaretti foi o lateral esquerdo em vez de Giaccherini. De Rossi regressou ao meio-campo, e no ataque jogou Di Natale em vez de Balotelli.
A Irlanda fez apenas uma alteração, Doyle em vez de Cox.


Aos 35’, após um pontapé de canto marcado por Pirlo, Cassano ganhou o duelo aéreo com Andrews e de cabeça marcou o primeiro golo da Itália.



Com este golo, Cassano tornou-se no melhor marcador de sempre da Itália em Campeonatos da Europa, com 3 golos.
Também se tornou no segundo jogador a marcar em Campeonatos da Europa diferentes pela Itália. O primeiro a fazê-lo foi Pirlo no jogo anterior.

Com esta vitória e o empate no outro jogo, a Itália passava para a liderança do Grupo C!
1. Itália 5 pontos
2. Espanha 5
3. Croácia 5
4. Irlanda 0

A Itália liderava porque no minicampeonato a 3, tinha 2 golos marcados e 2 sofridos, enquanto a Espanha e a Croácia tinham ambas apenas 1 golo marcado e 1 sofrido (com a Espanha à frente da Croácia por ter um saldo de golos geral superior, +4 contra +2).

Aos 66’, Slaven Bilic, precisando de um golo, alterou a equipa para o “modo ofensivo”, retirando Vida e Pranjic e colocando Perisic e Jelavic.
E aos 81’ ainda arriscou mais, tirando o médio defensivo Vukojevic e colocando outro avançado, Eduardo.

Mas foram as substituições espanholas que se revelaram mais proveitosas, Fabregas e Jesús Navas: Aos 88’, Fabregas levantou a bola sobre a defesa croata para Iniesta, este só teve de passar para o seu lado direito onde apareceu Jesús Navas a chutar para dentro da baliza deserta.




A Espanha voltava à liderança do Grupo C:
1. Espanha 7 pontos
2. Itália 5
3. Croácia 4
4. Irlanda 0

Um golo da Croácia seria suficiente para esta se qualificar. Passaria a ter 5 pontos, tal como a Espanha e a Itália, todas teriam 2-2 em golos no mini-campeonato, e a Espanha teria um saldo de golos de +4, a Croácia de +2 e a Itália de apenas +1.

Mas foi a Itália que ainda teve tempo de marcar mais um golo.
No último minuto, após pontapé de canto marcado por Diamanti, outro suplente, Balotelli, marcou o segundo golo da Itália.

Apesar deste golo italiano, um golo croata teria sido suficiente para a qualificação, mas a Croácia não conseguiu marcar e foi eliminada.


A Espanha terminou a fase de grupos com a melhor defesa e o melhor ataque do Euro 2012: 6 golos marcados e apenas 1 sofrido.
O empate da Itália contra a Espanha no primeiro jogo revelou-se crucial no seu apuramento para os quartos-de-final. A Croácia não foi capaz de fazer o mesmo na última jornada, e portanto foi eliminada.
A Irlanda teve uma participação decepcionante: as três derrotas eram esperadas, mas não foram uma equipa competitiva, sofrendo golos em situações onde supostamente seriam uma equipa forte, como por exemplo pontapés de canto.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Grupo B: 3ª Jornada







Em relação à segunda jornada, a Holanda jogou com Vlaar em vez de Heitinga, Van der Vaart em vez de Van Bommel, e Huntelaar em vez de Afellay.
Portugal jogou com a mesma equipa.









Em relação à segunda jornada, a Alemanha jogou com Lars Bender em vez do suspenso Boateng, e a Dinamarca jogou com um médio centro extra (Jakob Poulsen), passando Eriksen para o flanco direito e Rommedahl saindo da equipa.


Aos 11’, após passe de Robben, Van der Vaart rematou de fora da área e marcou o primeiro golo do jogo.

Este resultado ainda não era suficiente para qualificar a Holanda (que precisava de derrotar Portugal por pelo menos dois golos de diferença e também que a Dinamarca perdesse), mas combinado com o empate no outro jogo já era suficiente para eliminar Portugal e qualificar a Alemanha e a Dinamarca.

1. Alemanha 7 pontos
2. Dinamarca 4
3. Holanda 3
4. Portugal 3

Aos 19’, Muller cruzou da direita, Gómez tocou a bola para trás, onde apareceu Podolski a marcar o golo da Alemanha.

Portugal estava novamente em posição de qualificação:
1. Alemanha 9 pontos
2. Portugal 3
3. Dinamarca 3
4. Holanda 3

No desempate a 3, Portugal tinha 3 golos marcados e 3 sofridos, a Dinamarca também, e a Holanda tinha 1 marcado e 1 sofrido.

Mas a vantagem da Alemanha durou pouco tempo. Aos 24’, Lars Jacobsen marcou um pontapé de canto no lado direito, Bendtner ganhou a bola de cabeça e passou-a a Krohn-Dehli, que também de cabeça fez o golo do empate.
A Dinamarca voltava ao segundo lugar do grupo.

Aos 28’, foi a vez de Portugal marcar: João Pereira viu Cristiano Ronaldo a desmarcar-se, passou-lhe a bola e este fez o golo do empate.
Tornou-se no terceiro jogador português a marcar em três Campeonatos da Europa, os outros foram Nuno Gomes e Postiga.

Portugal voltava a ultrapassar a Holanda e a Dinamarca e a colocar-se em posição de qualificação.
1. Alemanha 7 pontos
2. Portugal 4
3. Dinamarca 4
4. Holanda 1

Os dois jogos foram empatados 1-1 para intervalo.

Aos 67’, Bert Van Marwijk arriscou tudo, tirando Willems e pondo Afellay, ficando a jogar com apenas 3 defesas.

Sete minutos depois Pepe recuperou a bola, João Moutinho lançou Nani na direita (agora sem o defesa esquerdo Willems), e este viu Cristiano Ronaldo no lado contrário, passou-lhe a bola, e Cristiano Ronaldo fintou Van der Wiel deixando-o deitado no chão, e calmamente rematou para dentro da baliza de Stekelenburg.

Golo Ronaldo

Portugal cimentava a segunda posição, e a Holanda estava definitivamente arrumada (precisava de marcar três golos, não sofrer nenhum, e ainda que a Dinamarca perdesse o outro jogo).

1. Alemanha 7 pontos
2. Portugal 6
3. Dinamarca 4
4. Holanda 0

Um golo da Dinamarca qualificá-la-ia para os quartos-de-final e eliminaria a Alemanha.

Aos 80’, Lars Bender tirou a bola a Simon Poulsen e lançou um contra-ataque alemão, e ainda apareceu na grande área contrária a receber um passe de Ozil que seria para Klose e a marcar o golo da vitória.




Tabela final do Grupo B:
1. Alemanha 9 pontos
2. Portugal 6
3. Dinamarca 3
4. Holanda 0


Foi uma qualificação impecável da Alemanha, com 3 vitórias em 3 jogos. Foi a primeira vez que a Alemanha terminou uma fase de grupos dum Campeonato da Europa só com vitórias.
Portugal recuperou bem da derrota inicial, vencendo os dois jogos seguintes e qualificando-se para os quartos-de-final do Campeonato da Europa pela quinta edição consecutiva.
A Dinamarca teve uma participação acima das expectativas. Não só não perdeu os três jogos, como ainda conseguiu estar na luta pela qualificação até aos últimos minutos do terceiro jogo.
Já a Holanda, depois de ter sido vice-campeã mundial em 2010, deu um grande trambolhão, perdendo os três jogos. Ao contrário de 2010, não conseguiu derrotar a Dinamarca, e depois Alemanha e Portugal são adversários bem mais difíceis que Japão e Camarões.